Facção criminosa usava jacarés para ocultar corpos e torturar rivais; megaoperação mobilizou 2.500 no Complexo da Penha e do Alemão

William Oliveira Publicado em 05/11/2025, às 13h25
Imagens de arquivo obtidas pela inteligência da Polícia Militar (PM) revelaram a existência de locais utilizados para torturas por integrantes de facções criminosas no Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro. De acordo com as investigações, os criminosos praticavam violência extrema contra adversários, incluindo a ação de alimentar jacarés com os corpos das vítimas, como forma de intimidação e represália.
Fontes ligadas às forças de segurança informaram que as imagens foram capturadas durante operações de inteligência que mapearam o poderio do Comando Vermelho (CV) na região. As evidências indicam áreas isoladas usadas para execuções e ocultação de cadáveres, demonstrando a brutalidade e o controle exercido pelo grupo criminoso.
Esses dados foram fundamentais para embasar uma megaoperação nos Complexos da Penha e do Alemão, considerada a maior ação policial já realizada no estado, mobilizando cerca de 2.500 agentes das polícias Civil e Militar, com suporte da Polícia Federal em pontos estratégicos.
As autoridades afirmam que os locais de tortura funcionavam como um “tribunal do crime”, onde suspeitos de traição ou rivais eram julgados e eliminados. O uso dos jacarés era um método simbólico para dificultar a identificação dos corpos pelas autoridades.
A operação resultou na morte de 121 indivíduos, incluindo quatro policiais, além da apreensão de armamentos, como fuzis, pistolas e artefatos explosivos.
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