Bruno Santana, conhecido como “Kross”, foi capturado em operação conjunta; ele também é investigado por execuções contra membros do Comando Vermelho

Lívia Gennari Publicado em 18/07/2025, às 14h04
Uma ação conjunta da Polícia Civil de Minas Gerais e da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Santos resultou na prisão de Bruno Santana, de 34 anos, conhecido como “Kross”, apontado como um dos principais líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Uberlândia (MG). O suspeito foi detido na manhã desta sexta-feira (18) em um apartamento no bairro Solemar, em Praia Grande, no litoral de São Paulo.
Bruno Santana é investigado por ter ordenado ataques contra dois policiais penais em 2020, além de ser suspeito de envolvimento em execuções contra integrantes da facção rival Comando Vermelho (CV). As investigações conduzidas pela Polícia Civil de Minas Gerais indicam que as tentativas de homicídio contra os agentes penitenciários foram autorizadas pela cúpula da facção criminosa, revelando a articulação de uma cadeia hierárquica complexa dentro do PCC.
No momento da abordagem, o suspeito tentou se passar por outra pessoa apresentando um documento com identidade falsa, o que resultou em autuação em flagrante por uso de documento falso.
“Ele foi preso em flagrante e também teve o mandado de prisão cumprido. Após a detenção, foi encaminhado à Polícia Civil de São Paulo e permanece à disposição da Justiça”, explicou o delegado Carlos Antônio Fernandes.
Durante a operação, além do cumprimento do mandado de prisão, foram executados três mandados de busca e apreensão em endereços relacionados ao investigado. No apartamento onde Bruno residia, os policiais encontraram três aparelhos celulares, uma pequena porção de maconha e documentos falsificados.
Em nota oficial, a Polícia Civil de Minas Gerais ressaltou que a prisão de “Kross” representa um avanço significativo no combate ao crime organizado, especialmente no que diz respeito ao enfraquecimento da atuação do PCC em diferentes regiões do país.
Além disso, as autoridades seguem investigando a relação do suspeito com crimes praticados na Baixada Santista, região onde sua presença estava sendo monitorada.
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