Diário de São Paulo
Siga-nos
Investigação

Caso Vitória: Polícia irá realizar reconstituição nesta semana para esclarecer dinâmica do crime

Peritos criminais farão simulação técnica para ajudar a esclarecer contradições nas versões apresentadas aos policiais

Reprodução do crime ocorrerá sem a presença do suspeito pelo assassinato da jovem - Imagem: Reprodução | Redes Sociais
Reprodução do crime ocorrerá sem a presença do suspeito pelo assassinato da jovem - Imagem: Reprodução | Redes Sociais

Lívia Gennari Publicado em 22/04/2025, às 18h03


A Polícia Civil de São Paulo vai realizar na próxima quinta-feira (24), a reconstituição do assassinato da jovem Vitória Souza, de 19 anos, morta em fevereiro deste ano.

A reconstituição faz parte da investigação coordenada pelo 20º Distrito Policial (Água Fria), que acompanha o caso desde o início e coordena todos os passos da apuração. O procedimento, também chamado de reprodução simulada dos fatos, será conduzido por peritos da Polícia Técnico-Científica com apoio direto da equipe de investigação da Polícia Civil.

O objetivo é esclarecer algumas dúvidas sobre como o crime aconteceu, comparando as provas coletadas com os depoimentos que foram recolhidos até o momento. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), o único suspeito, Maicol Sales dos Santos, de 26 anos, não vai participar da simulação.

Ele está preso temporariamente, mas após a reconstituição, a Polícia Civil deve solicitar à Justiça a conversão da prisão dele para preventiva, o que significa que ele ficará detido por tempo indeterminado até ser julgado pelo crime.

Relembre o caso

Vitória Regina de Souza, de 17 anos, desapareceu no dia 28 de março após sair do trabalho em um shopping na cidade de Cajamar, na Grande São Paulo. Ela estava voltando para casa quando foi vista pela última vez.

Após buscas da família e mobilização nas redes sociais, a jovem foi encontrada sem vida, em uma área de mata da região.  A vítima teve a identidade confirmada após exames realizados pela perícia. Desde então, a Polícia Civil tem atuado de forma intensa na coleta de provas, oitiva de testemunhas e análise de imagens de câmeras de segurança da região.

Avanço da investigação

A reprodução simulada é considerada uma etapa fundamental da investigação, que ajudará aesclarecer se houve premeditação e identidicar se houve a participação de outras pessoas no crime.

O delegado Aldo Galiano Junior, responsável pelo caso, explicou a importância da reconstituição para o andamento das investigações.

“A reprodução dos fatos é uma ferramenta poderosa que vai nos ajudar a entender a dinâmica do crime e esclarecer alguns pontos que ainda não estão claros. Ela é essencial para confrontar as evidências periciais com os relatos já colhidos durante o inquérito”, afirmou Galiano.

A reconstituição do assassinato de Vitória Regina de Souza, que já foi adiada duas vezes pela Polícia Civil de São Paulo, atende a um pedido da defesa da família da vítima .

Durante a simulação, peritos e policiais civis utilizarão bonecos e figurantes para representar os envolvidos, refazendo possíveis trajetos e movimentos no local do crime. Todo o processo será documentado em vídeo e fotografias, e o laudo final será incorporado ao inquérito policial.

O local exato e a data da reconstituição não serão divulgados previamente, a fim de evitar aglomerações e garantir a segurança dos profissionais envolvidos na operação. 


últimas notícias