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Caso Ruy Ferraz Fontes: preso oitavo suspeito de participação na morte do ex-delegado

José Nildo da Silva, foi detido no litoral e pode ter sido um dos atiradores na execução

Imagem Caso Ruy Ferraz Fontes: preso oitavo suspeito de participação na morte do ex-delegado

Lívia Gennari Publicado em 22/10/2025, às 16h00


A Polícia Civil prendeu na última terça-feira (21), o oitavo suspeito de participar da morte do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, que aconteceu em setembro no litoral paulista.

José Nildo da Silva, de 47 anos, foi detido em Itanhaém durante a madrugada e levado à sede do DHPP, na capital, para prestar depoimento. Segundo o delegado-geral Artur Dian, ele pode ter sido um dos atiradores.

Nós julgamos que ele possa ser um dos atiradores. Ainda está sendo constatado isso. Ele era investigado e, após o crime, se dirigiu a uma das residências que serviu de logística para a quadrilha", afirmou Dian.

O suspeito foi localizado em uma via pública, e teria sido visto na noite do crime em uma das quatro casas usadas pelos criminosos. Por volta das 22h, ele se apresentou ao 26° DP (Sacomã), na capital, para passar a noite.

Até o momento, oito pessoas já foram presas no caso do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes:

  • Cristiano Alves da Silva, o Cris Brown;
  • Dahesly Oliveira Pires, suspeita de ter buscado o fuzil na Baixada Santista, detida em 18 de setembro;
  • Luiz Henrique Santos Batista, o Fofão, envolvido na logística do crime, preso em 19 de setembro;
  • Rafael Marcell Dias Simões, o Jaguar, que se entregou à polícia em 20 de setembro;
  • Willian Silva Marques, dono da casa em Praia Grande de onde teria saído um fuzil usado no crime, preso na madrugada de 21 de setembro.
  • Danilo Pereira Pena, o Matemático, que teria coordenado a fuga de Jaguar;
  • Felipe Avelino da Silva, conhecido como Mascherano, preso em Cotia em 6 de outubro após seu DNA ser encontrado em um dos carros usados;
  • José Nildo da Silva, de 47 anos, acusado de ser um dos atiradores e visto numa das casas usadas como base pela quadrilha na noite do crime;

Além dos presos, outro suspeito morreu em confronto com a polícia e duas seguem foragidas. A investigação também confirmou a ligação do Primeiro Comando da Capital(PCC) com o assassinato.

Ruy Ferraz Fontes teve mais de 40 anos de carreira na Polícia Civil e liderou importantes investigações contra o crime organizado, incluindo operações contra o PCC. Ele foi morto no dia 15 de setembro, após sair do trabalho como secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande.

O ex-delegado levou pelo menos 12 tiros de fuzil. A polícia avalia se a morte foi vingança do crime organizado ou relacionada à sua função na prefeitura.


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