A suspeita é de que a morte foi encomendada para esconder uma verdade cruel sobre o mandante

Nathalia Jesus Publicado em 04/04/2023, às 11h37
Na última segunda-feira (03), a Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu o inquérito sobre o assassinato da engenheira Letycia Peixoto Fonseca, de 31 anos, que estava grávida de oito meses, e indiciou o pai do bebê, Diogo Viola de Nadai, de 37 anos, como o mandante do crime.
Ao todo, quatro pessoas foram indiciadas pela execução: Diogo, que foi apontado como o mandante do assassinato; Dayson dos Santos Nascimento, suspeito de ter efetuado os disparos; Fabiano Conceição, acusado de conduzir a moto roubada no dia do crime; e Gabriel Machado, que teria planejado a morte junto com Diogo.
Viola Dayson e Fabiano irão responder por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, sem chance de defesa para a vítima, mediante paga e feminicídio com aumento de pena pelo fato da vítima estar gestante.
Segundo o UOL, no momento, Gabriel cumpre prisão domiciliar por ter três filhas menores com deficiência. Na época do crime, Gabriel abriu uma "vaquinha" online para arrecadar dinheiro para o tratamento das filhas. Diogo teria procurado o amigo e condicionado sua contribuição financeira para o tratamento das meninas em troca dele "matar uma mulher".
Em seu depoimento para a polícia, Gabriel contou que o professor o procurou na semana do Carnaval, quando tudo foi combinado. No dia do assassinato, Diogo ligou para Letycia para saber onde ela estava e, em seguida, avisou ao amigo.
De acordo com a delegada Natália Patrão, da 34° DP de Campos dos Goytacazes, Diogo teria planejado o crime para esconder a sua vida dupla: ele era casado há alguns anos com Érika, quando se envolveu com Letycia, que foi sua aluna no ano passado.
A delegada descreveu o professor como "frio e calculista". Segundo ela, pessoas próximas a Diogo o consideram uma pessoa "conservadora e de família religiosa". A gravidez de Letycia teria o deixado receoso quanto a continuidade do seu casamento.
"Diogo foi conduzido para a delegacia porque os policiais que atenderam a ocorrência estranharam a postura dele. A esposa e o filho estavam na UTI e ele não apresentava nenhuma reação de tristeza ou desespero. Estava calmo e tranquilo. Na delegacia o celular dele foi apreendido. Identificamos que ele trocou mensagens em tom de brincadeira, como se não estivesse preocupado com o que tinha acontecido com a Letycia", disse a delegada.
Letycia Peixoto Fonseca foi assassinada na frente da mãe com cinco tiros no dia 2 de março, na porta de sua casa, em Campo dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Ela estava grávida de oito meses e chegou a ser submetida a uma cesárea de emergência, mas o bebê não resistiu o morreu horas depois do parto.
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