Diário de São Paulo
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Casal da "quadrilha do THC" é preso com R$ 1,5 milhão em hotel de SP

Dupla foi capturada em nova fase da Operação On Ice, que já apreendeu uma tonelada de entorpecente, gerando prejuízo milionário ao crime organizado

Grupo usava mais de cinco imóveis na capital paulista para produzir drogas com alto teor de THC - Imagem: Divulgação | Polícia Civil de São Paulo
Grupo usava mais de cinco imóveis na capital paulista para produzir drogas com alto teor de THC - Imagem: Divulgação | Polícia Civil de São Paulo

Lívia Gennari Publicado em 14/05/2025, às 17h53


Um casal foi preso nesta quarta-feira (14), por suspeita de integrar uma quadrilha especializada na produção e distribuição de substâncias derivadas do tetrahidrocanabinol (THC), principal componente psicoativo da maconha.

A ação foi conduzida pelo Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), da Polícia Civil de São Paulo, como parte da segunda fase da Operação On Ice.

Os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em um apartamento de luxo localizado no bairro Cidade Monções, na zona sul da capital paulista, onde encontraram os suspeitos. No imóvel, foram apreendidos R$ 1,5 milhão em espécie, divididos em centenas de milhares de reais escondidos em diferentes lugares da residência.

A alta quantia despertou a atenção das autoridades pela forma como as cédulas estavam organizadas e escondidas. De acordo com os investigadores, o nível de sofisticação evidencia a sofisticação da estrutura criminosa.   

A prisão do casal dá continuidade à ofensiva que foi iniciada no fim de abril, quando outros três integrantes do mesmo grupo criminoso foram detidos. Na ocasião, a Polícia Civil apreendeu aproximadamente uma tonelada de entorpecentes, entre maconha, ice (droga sintética com alto teor de THC), haxixe e skunk.

Todas as substâncias com elevado valor no mercado ilegal. Também foram confiscados R$2 milhões em espécie, totalizando até agora R$3,5 milhões apreendidos durante a operação.

De acordo com a 5ª Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), responsável pelo caso, a quadrilha utilizava pelo menos cinco endereços na capital e na região metropolitana de São Paulo para a produção, armazenamento e distribuição das drogas.

A polícia acredita que os locais funcionavam como laboratórios clandestinos, contendo equipamentos para manipulação e embalagem dos entorpecentes.

O casal foi autuado por tráfico de drogas e associação para o tráfico, e seguem à disposição da Justiça. A identidade dos suspeitos não foi divulgada.

As investigações continuam com o objetivo de localizar outros envolvidos no esquema e desarticular por completo a estrutura da “quadrilha do THC”. A polícia também investiga se há atuação do grupo em outros estados ou conexões com organizações internacionais do narcotráfico.

Segundo a SSP-SP, o prejuízo causado à quadrilha já ultrapassa R$ 30 milhões.


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