Investigação aponta que grupo movimentou mais de US$ 20 milhões explorando imigrantes com promessas falsas de regularização.

Redação Publicado em 23/04/2026, às 10h12
Autoridades dos Estados Unidos investigam um grupo de brasileiros suspeito de liderar um esquema de fraude imigratória que pode ser o maior do país, com movimentação superior a US$ 20 milhões e centenas de vítimas, principalmente brasileiros em situação vulnerável.
Quatro pessoas foram presas, incluindo o suposto líder Vagner Soares de Almeida, e são acusadas de associação criminosa, fraude organizada e extorsão, operando como uma falsa agência de imigração que explorava o medo de deportação das vítimas.
A operação, realizada em conjunto por várias agências, busca identificar mais envolvidos e avaliar o impacto total do esquema, enquanto as investigações continuam com pelo menos sete vítimas já formalizando denúncias de prejuízos significativos.
Autoridades dos Estados Unidos investigam um grupo de brasileiros suspeito de comandar um esquema que pode se tornar a maior fraude imigratória já registrada no país.
Segundo a polícia, a organização movimentou mais de US$ 20 milhões e teria feito centenas de vítimas — a maioria também formada por brasileiros em situação de vulnerabilidade migratória.
Quatro pessoas foram presas durante a operação: Vagner Soares de Almeida, apontado como líder do esquema, além de Juliana Colucci, Ronaldo Decampos e Lucas Felipe Trindade Silva. Eles são investigados por associação criminosa, fraude organizada, extorsão e exercício ilegal da advocacia.
De acordo com o gabinete do xerife do Condado de Orange, o grupo operava por meio de uma empresa que se apresentava como uma agência especializada em serviços de imigração. A promessa era auxiliar clientes em processos de regularização e pedidos de asilo nos Estados Unidos.
Na prática, porém, as investigações indicam que o esquema se baseava em manipulação de informações, falsas promessas e pressão psicológica. Os suspeitos exploravam o medo de deportação e a falta de conhecimento das vítimas para cobrar valores elevados, sem entregar os serviços prometidos.
Até o momento, ao menos sete vítimas formalizaram denúncias, com prejuízos que variam entre US$ 2,5 mil e US$ 26 mil. No entanto, a polícia acredita que o número real de pessoas afetadas seja significativamente maior.
As autoridades também afirmam que, enquanto acumulava patrimônio, o grupo deixava os clientes sem qualquer avanço nos processos migratórios — muitos sequer chegaram a iniciar uma regularização legal.
A operação foi conduzida em conjunto pelo escritório do xerife, pela agência de Investigações de Segurança Interna (HSI) e pela Procuradoria-Geral da Flórida. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e dimensionar o alcance total do esquema.
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