Adolescente de 16 anos registrou toques e comportamentos invasivos durante aulas particulares; caso é apurado pela polícia e levanta alerta sobre segurança de menores.

Redação Publicado em 08/04/2026, às 09h46
Um grave caso de abuso sexual envolvendo uma estudante de 16 anos e um servidor do Tribunal Superior do Trabalho foi revelado após a vítima registrar em vídeo os atos de importunação durante aulas particulares em Águas Claras, levando à investigação pela Polícia Civil do Distrito Federal.
O servidor, Elmer Catarino Fraga, de 63 anos, adotou comportamentos invasivos, como toques inadequados e conversas de teor sexual, o que gerou preocupações na família da jovem, que notou uma mudança no comportamento do professor ao longo do tempo.
Após reunir provas, a família acionou as autoridades, e o Tribunal Superior do Trabalho afirmou que possui mecanismos para apuração do caso, enquanto especialistas ressaltam a importância da confiança entre jovens e familiares e a necessidade de denúncias para combater abusos.
m caso grave de abuso envolvendo uma estudante de 16 anos e um servidor do Tribunal Superior do Trabalho veio à tona após a própria vítima registrar, em vídeo, os momentos de importunação sexual durante aulas particulares de matemática.
O episódio ocorreu em Águas Claras e está sendo investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
Segundo a apuração, o servidor — identificado como Elmer Catarino Fraga, de 63 anos — teria ultrapassado limites ao longo das aulas, adotando comportamentos invasivos com a adolescente. Incomodada e com medo, a jovem decidiu gravar os encontros como forma de reunir provas.
As imagens, consideradas perturbadoras pelas autoridades, mostram o suspeito tocando as coxas da estudante, acariciando pescoço e nuca, além de manter conversas de teor sexual. O material já está em posse da polícia e será peça central na investigação.
De acordo com a família da vítima, o comportamento do professor mudou no fim de 2025, após um período inicial em que a relação era estritamente profissional. A partir daí, as abordagens teriam se tornado cada vez mais frequentes e invasivas.
O caso se agravou com denúncias de ameaças. Após os episódios, o suspeito teria enviado áudios à adolescente exigindo silêncio e fazendo intimidações, inclusive com menções a violência. A tentativa de coação, no entanto, não impediu que a jovem buscasse ajuda.
Com as provas reunidas, a família acionou as autoridades, dando início à investigação. O Tribunal Superior do Trabalho informou que, até o momento, não localizou registros internos sobre o caso, mas afirmou que possui mecanismos administrativos para apuração, caso a denúncia seja formalizada.
Especialistas destacam que situações como essa evidenciam a importância da confiança entre jovens e familiares, além do papel fundamental da denúncia para interromper ciclos de abuso.
O vídeo está publicado no Instagram do Diário de SP.
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