Após onda de calor histórica, capital e litoral ficam sob atenção para eventos de Réveillon

Lívia Gennari Publicado em 30/12/2025, às 10h49
A virada para 2026 em São Paulo deve acontecer sob risco de fortes chuvas e ventos, com possibilidade de pancadas já na hora da virada, que podem se estender pela madrugada.
O alerta é válido principalmente para a capital, a Região Metropolitana e o litoral, áreas mais vulneráveis a alagamentos, quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia. Desde o início do mês, a Defesa Civil registrou nove mortes no estado em decorrência das chuvas.
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) divulgou, nesta terça-feira (30), um alerta laranja de “perigo de tempestade” para o último dia do ano em São Paulo. Segundo o instituto, há risco de ventos de até 100 km/h, além de possíveis quedas de granizo, alagamentos, derrubada de árvores, danos a plantações e interrupções no fornecimento de energia elétrica.
Nos dias que antecedem o Réveillon, a combinação de calor intenso e alta umidade do ar provoca típicas chuvas de verão, que costumam ocorrer no fim da tarde. Esses episódios podem ser rápidos, mas vêm acompanhados de rajadas de vento e, em alguns casos, até granizo.
A partir de 1º de janeiro, a situação deve se intensificar com a chegada de uma frente fria ao Sudeste. O sistema deve aumentar a nebulosidade e gerar chuva persistente em São Paulo, mantendo a instabilidade por vários dias. O período coincide com o declínio gradual da onda de calor que atingiu recordes históricos na capital em dezembro.
A atmosfera aquecida favorece a formação de nuvens carregadas e tempestades mais fortes, explicando o potencial de eventos severos no início do ano. Com a frente fria, as temperaturas caem e não devem se aproximar dos 30°C nos próximos dias.
Diante do cenário, o governo estadual e a Defesa Civil montaram um gabinete de crise para monitorar a situação e agilizar a resposta a emergências. A operação envolve órgãos estaduais e concessionárias de serviços essenciais, com foco em reduzir o tempo de atendimento em casos de alagamentos, quedas de energia ou danos causados pelo vento.
Quem pretende viajar ou retornar do litoral após o Réveillon deve planejar o deslocamento considerando chuva contínua nos primeiros dias de janeiro.
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