Valor representa um aumento de 12% em relação ao valor de 2024. O projeto segue agora para a sanção do prefeito Ricardo Nunes (MDB)

William Oliveira Publicado em 21/12/2024, às 09h28
Em uma sessão realizada na última sexta-feira (20), os vereadores da Câmara Municipal de São Paulo aprovaram, em segunda votação, o orçamento do município para o ano de 2025. A previsão de receita é de R$ 125,8 bilhões, refletindo um aumento de aproximadamente 12% em relação ao valor aprovado para 2024, que foi de R$ 111,8 bilhões. O projeto segue agora para a sanção do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Com a aprovação do orçamento, os parlamentares iniciam o recesso parlamentar. Os vereadores reeleitos tomam posse no dia 1º de janeiro e, em seguida, entram novamente em recesso. As atividades legislativas retornarão com a primeira sessão programada para a primeira terça-feira de fevereiro.
Na votação inicial do orçamento, realizada em 3 de dezembro, a Câmara havia aprovado um montante menor, estimado em R$ 122,7 bilhões.
O orçamento de 2025 será alocado entre diversas secretarias, com destaque para:
O vereador Sidney Cruz (MDB), que atuou como relator do projeto, destacou a importância das audiências públicas realizadas anteriormente à votação. Ele enfatizou que as contribuições da população foram essenciais para o aprimoramento do texto final que foi aprovado na segunda votação.
"Durante as audiências públicas, tivemos uma participação popular muito importante em vários temas, como a função social, assistência e desenvolvimento social. Os trabalhadores da assistência social fizeram encaminhamentos e conseguimos absorver alguns encaminhamentos", afirmou Cruz.
No período que antecedeu o recesso, a maioria dos vereadores também se posicionou favoravelmente a diversos projetos. Entre as iniciativas discutidas estavam mudanças nas regras referentes à remuneração de professores afastados por motivos de saúde e a eletrificação da frota de ônibus da cidade. Um projeto que prevê a privatização de equipamentos públicos também recebeu aprovação.
No entanto, um projeto que visava transformar uma área destinada à preservação ambiental em São Mateus, na Zona Leste, em aterro sanitário e instalar um incinerador não conseguiu os votos necessários e teve sua decisão adiada por apenas um voto. Uma nova votação estava prevista para ocorrer na mesma data da aprovação do orçamento.
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