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Saúde Animal

Tragédia em Americana: Três cães morrem após serem deixados em veículo por pet shop

A família dos animais busca justiça e indenização após a morte trágica de seus pets

Veterinários alertam sobre os riscos da hipertermia e a importância de cuidados adequados em dias quentes para animais - Imagem: Reprodução/G1
Veterinários alertam sobre os riscos da hipertermia e a importância de cuidados adequados em dias quentes para animais - Imagem: Reprodução/G1

Gabriela Nogueira Publicado em 18/09/2025, às 20h08


Um trágico incidente envolvendo a morte de três cães em Americana, São Paulo, foi registrado como ato de abuso a animais no 1º DP da cidade. Os animais, pertencentes a uma idosa de 71 anos, faleceram sob os cuidados de um pet shop na última quinta-feira (11), após serem deixados em um carro durante aproximadamente uma hora e meia.

De acordo com o boletim de ocorrência, os cães, das raças shih tzu e lhasa apso, morreram devido à hipertermia, condição que se refere ao aumento excessivo da temperatura corporal. A família dos animais foi informada da morte após tentativas de contato com a proprietária do pet shop pelo aplicativo WhatsApp.

O advogado da família, Rafael Possodon, revelou que a proprietária do estabelecimento alegou ter realizado outra entrega em um local distante e deixou os cães no carro por conta disso. "Foi a morte de três animais da família que viviam com uma senhora de 71 anos. Ela está completamente abalada", afirmou o advogado.

O caso começou quando a dona do pet shop buscou os cães para banho e tosa às 9h20 e deveria retornar com eles até as 12h. Contudo, como não houve retorno até as 16h20, o filho da tutora questionou sobre o paradeiro dos animais. A resposta que recebeu foi alarmante: "Não está tudo bem (...) Eles morreram. Não sei explicar o porquê".

Os corpos dos cães foram levados para uma clínica veterinária, onde foram examinados pela médica Patrícia Comelato. Ela confirmou que não havia indícios de maus-tratos e que a causa provável da morte era realmente a hipertermia. Segundo Patrícia, a proprietária do pet shop pode não ter plena consciência dos riscos do calor intenso para animais, especialmente aqueles de focinho curto.

A investigação policial segue em andamento para determinar se houve abuso. A legislação brasileira prevê penas que variam entre 2 a 5 anos de prisão, além de multa e proibição de guarda de animais em casos comprovados de maus-tratos. Além disso, Possodon mencionou que a família buscará uma indenização por danos decorrentes da má prestação de serviços do pet shop.

A ativista Roberta Dias, que apoia a família, ressaltou que buscar justiça é importante para prevenir futuros incidentes semelhantes. "Queremos responsabilizar aqueles que lidam com animais para garantir que tenham consciência sobre suas vidas", declarou.

A defesa do pet shop ainda não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido. Em relação à prevenção da hipertermia, veterinários alertam que os tutores devem estar atentos às condições climáticas extremas e sempre garantir um ambiente seguro para seus animais.


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