Caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo que mostra um agente da Polícia Militar arremessando um homem de uma ponte em Cidade Ademar, na madrugada de segunda-feira (2)

William Oliveira Publicado em 03/12/2024, às 13h00
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo anunciou, nesta terça-feira (3), o afastamento imediato de 13 policiais militares envolvidos em um incidente chocante ocorrido na zona sul da capital paulista. O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo que mostra um agente da Polícia Militar (PM) arremessando um homem de uma ponte em Cidade Ademar, na madrugada de segunda-feira (2).
Veja o momento:
Totalmente revoltante! A Polícia de Tarcísio possui "liberdade" para cometer as maiores atrocidades.
— CUT São Paulo (@CUTsaopaulo) December 3, 2024
Vídeo mostra PM jogando homem de uma ponte em São Paulo. pic.twitter.com/bGc2LZXAEm
Em nota oficial, a SSP manifestou repúdio à conduta dos policiais e informou a instauração de um inquérito para investigar os acontecimentos e responsabilizar os envolvidos. O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, destacou em um vídeo divulgado nesta terça-feira que as ações dos agentes não estão alinhadas aos protocolos operacionais da corporação. Derrite ordenou o afastamento dos policiais, enfatizando que desvios de conduta não serão tolerados.
Os policiais afastados devem cumprir expediente administrativo na Corregedoria da Polícia Militar enquanto as investigações prosseguem. O governador do estado, Tarcísio de Freitas, também se pronunciou através das redes sociais, assegurando que o caso será minuciosamente investigado e os culpados punidos.
O vídeo do incidente mostra três policiais no local, sendo que um deles levanta uma motocicleta e a posiciona sobre a mureta da ponte. Outro agente é visto segurando um homem por trás antes de jogá-lo no córrego abaixo. Um segundo vídeo, capturado mais tarde, revela o corpo de um homem vestido com camiseta azul boiando no córrego, mas ainda não foi confirmada sua identidade.
Os policiais envolvidos pertencem ao 24º Batalhão da PM em Diadema e faziam parte das Rondas Ostensivas com Apoio de Motos (Rocam). A Secretaria da Segurança Pública ainda não divulgou detalhes sobre a vítima.
Em reação ao episódio, o procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, classificou as imagens como "estarrecedoras" e "inadmissíveis", ressaltando que tal comportamento distancia a sociedade da paz social desejada. Em sua nota pública, ele sublinhou a importância do cumprimento das leis no exercício da segurança pública e anunciou que o Grupo de Atuação Especial de Segurança Pública (Gaesp) se unirá ao promotor responsável para garantir a punição dos responsáveis.
Oliveira e Costa enfatizou que o suspeito já estava sob controle policial no momento do incidente e que os agentes tinham o dever legal de conduzi-lo à delegacia. Ele reiterou o compromisso do Ministério Público em exercer rigoroso controle externo das atividades policiais, exigindo o cumprimento dos preceitos constitucionais.
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