Em 2018, o serviço gerou diversas polêmicas, devido à falta de regulamentação sobre os locais de estacionamento dos patinetes e o aumento de acidentes

William Oliveira Publicado em 13/12/2024, às 12h43
A Prefeitura de São Paulo anunciou, nesta sexta-feira (13), a retomada do aluguel de patinetes elétricos na cidade. A gestão municipal informou que a operação ficará a cargo de duas empresas privadas. O pagamento será realizado por meio de um aplicativo, com a cobrança de R$ 2 para desbloquear o patinete e mais R$ 0,67 por minuto de uso. Em 2018, o serviço gerou diversas polêmicas, devido à falta de regulamentação sobre os locais de estacionamento dos patinetes e o aumento de acidentes.
"Lá em 2018, a empresa chegou em São Paulo achando que não existiam normas e leis. E foi colocando seus patinetes sem nenhum regramento. Agora não. Foram seguidos todos os critérios. O Conselho Municipal de Mobilidade discutiu. Foi colocada uma audiência pública. Lá atrás eles iam colocando em qualquer local. Hoje está especificado", explicou o prefeito Ricardo Nunes (MDB), durante o lançamento da operação em Pinheiros, zona oeste da cidade.
Segundo a prefeitura, os usuários deverão devolver os patinetes em estações autorizadas. Não será permitido deixá-los em locais como calçadas, canteiros ou ciclofaixas. Inicialmente, há 88 pontos de devolução espalhados pela subprefeitura de Pinheiros. Os patinetes poderão circular apenas por ciclovias, ciclofaixas e vias com limite de velocidade de até 40 km/h. Além disso, é proibido o uso nas calçadas, e a idade mínima para utilizar os veículos é de 18 anos. A velocidade máxima dos patinetes será de 20 km/h. "A restrição de velocidade será controlada pelo próprio patinete, e a empresa também deverá promover campanhas educativas para garantir o uso seguro dos equipamentos", informou a prefeitura.
A operação piloto envolve duas empresas credenciadas pelo Comitê Municipal de Uso do Viário (CMUV). A Whoosh iniciou suas atividades nesta sexta-feira, com 1.000 patinetes, enquanto a EasyJet ainda está em processo de aprovação de projetos e entrega de documentos. A fase inicial da operação abrange áreas dos bairros Itaim Bibi, Pinheiros e Jardim Paulista, formando um quadrilátero delimitado pelas avenidas Faria Lima, Paulista, Bandeirantes, Brigadeiro Luís Antônio e Rebouças.
O aplicativo para utilizar o serviço já está disponível para download. De acordo com a Whoosh, todos os patinetes recebem manutenção preventiva a cada 12 dias e possuem chips para monitoramento 24 horas. A empresa planeja aumentar a frota para 3.500 unidades nos próximos meses e expandir a área de operação para outras regiões da cidade.
Leia também

Mulher fica nua em UPA e ameaça matar os funcionários chamando eles de "anões de jardim"

O fim da Ordem Mundial: 2026 e o retorno do "cada um por si"

Jô chega a 55 gols e vira artilheiro do século no Corinthians; veja histórico e principais vítimas

CIST debate risco ambiental e seguro de transporte em workshop presencial em São Paulo

Atacante da seleção, Gabriel Jesus é o mais novo reforço do Arsenal

CIST debate risco ambiental e seguro de transporte em workshop presencial em São Paulo

Jair Bolsonaro mantém aposta em nomes da família e aliados para o Senado

Moraes vota para condenar Eduardo Bolsonaro por coação em processo ligado à trama golpista

Operação mira Tren de Aragua em seis estados e expõe rede de tráfico, lavagem de dinheiro e armas de guerra

54,3% dos brasileiros são favoráveis ao impeachment de ministros do STF