Leilão na B3 prevê contratos de 30 anos e investimentos em infraestrutura, acessibilidade e sustentabilidade

Letícia Sales Publicado em 02/04/2026, às 09h23
O Governo de São Paulo publicou, nesta quinta-feira (2), o edital para concessão de seis parques urbanos da capital à iniciativa privada, em mais um passo na estratégia de ampliar parcerias para gestão de espaços públicos. O leilão está marcado para o dia 7 de julho e será realizado na sede da B3, no centro da cidade.
O pacote inclui áreas importantes de lazer e convivência, como o Parque da Juventude Dom Paulo Evaristo Arns, na zona norte, e outros cinco parques localizados na zona leste: Parque Estadual do Belém Manoel Pitta, Parque Ecológico do Tietê – Núcleo Engenheiro Goulart, Parque Vila Jacuí, Parque Maria Cristina Hellmeister de Abreu e Parque Itaim Biacica.
O modelo de concessão prevê contratos com duração de 30 anos e investimento total estimado em R$ 144,7 milhões. Desse montante, R$ 60,4 milhões deverão ser aplicados já nos quatro primeiros anos, período considerado essencial para a reestruturação inicial dos espaços.
Entre as intervenções obrigatórias estão a modernização da infraestrutura existente, com melhorias em rampas de acesso, sanitários adaptados e sinalização inclusiva — visual, tátil e sonora. O projeto também prevê a criação de alternativas de transporte interno voltadas a pessoas com mobilidade reduzida, ampliando a acessibilidade nos parques.
A proposta inclui ainda a expansão de áreas de lazer, instalação de novos equipamentos esportivos e a oferta de serviços que incentivem a qualidade de vida dos frequentadores. Na área ambiental, o edital estabelece diretrizes como o reúso de água da chuva, adoção de energia solar, iluminação eficiente e políticas de gestão de resíduos com foco em reciclagem e compostagem.
Segundo o governo estadual, todas as obras deverão seguir normas que minimizem impactos ambientais, garantindo a preservação das áreas verdes.
A remuneração da concessionária vencedora poderá incluir, além da exploração dos serviços, um pagamento anual de até R$ 23,7 milhões, condicionado ao cumprimento de metas e indicadores de desempenho estabelecidos em contrato.
Com a iniciativa, o governo aposta na modernização e na melhoria da experiência dos usuários, ao mesmo tempo em que transfere à iniciativa privada parte da responsabilidade pela manutenção e operação dos parques.
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