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Água

Região metropolitana de São Paulo entra em nova fase da crise hídrica

Estado registra nível mais baixo dos reservatórios em dez anos e aciona regime escalonado para conter desabastecimento

Estado registra nível mais baixo dos reservatórios em dez anos e aciona regime escalonado para conter desabastecimento - Imagem: Reprodução / Pixabay
Estado registra nível mais baixo dos reservatórios em dez anos e aciona regime escalonado para conter desabastecimento - Imagem: Reprodução / Pixabay

Gabriela Thier Publicado em 24/10/2025, às 17h25


O Estado de São Paulo lançou nesta sexta-feira (24) um plano de contingência para o abastecimento de água na Região Metropolitanade São Paulo que prevê, em cenários críticos, reduções de pressão de até 16 horas por dia e, no limite mais grave, o rodízio de fornecimento.

O anúncio ocorre em meio à queda acentuada nos níveis dos reservatórios, que chegaram ao menor patamar em dez anos.

Como funciona o novo esquema

O plano operacional foi estruturado em sete faixas de gravidade, cada uma definindo um conjunto de ações progressivas conforme a deterioração da situação hídrica. 

  • Nas faixas iniciais (1 e 2) as medidas são orientadas à conscientização e redução leve de pressão, como regimes diferenciados de abastecimento noturno.
  • Na faixa 3, onde o sistema se encontra atualmente, prevê-se redução da pressão por cerca de 10 horas diárias, além da intensificação de campanhas.
  • Se o cenário avançar para as faixas 4, 5 e 6, entram em vigor cortes ou redução de pressão por 12, 14 ou até 16 horas por dia.
  • A faixa 7 — o nível mais grave — contempla o rodízio de abastecimento entre regiões e o uso de caminhões-pipa para serviços essenciais.

O que motivou o plano

Os níveis dos mananciais que abastecem a capital estão em queda há meses, em meio a chuvas abaixo da média e ao consumo elevado. O Sistema Cantareira, maior responsável pelo abastecimento da Grande São Paulo, está com indicadores em níveis semelhantes ao de 2014-15, quando ocorreu uma das maiores crises hídricas da história da região.

Autoridades dizem que o plano busca evitar que a situação chegue ao ponto em que o rodízio seja inevitável, adotando as etapas antes disso para tentar segurar o sistema.

O que muda para o morador

Na prática, as famílias podem perceber queda de pressão ou até interrupção do fornecimento em determinados períodos da noite ou da manhã, se o Estado avançar para faixas mais severas. A administração recomenda que as pessoas intensifiquem o uso consciente da água — como evitar banhos longos, não deixar torneiras abertas desnecessariamente e checar vazamentos — para que as etapas mais rígidas sejam evitadas.

Além disso, algumas áreas mais vulneráveis poderão receber apoio emergencial ou serviços alternativos caso o rodízio se torne necessário.