Desaparecida por cinco dias, Elisângela Barbosa de Almeida teve o corpo localizado após denúncia da família e inconsistências no depoimento do suspeito.

Ana Beatriz Publicado em 27/04/2026, às 13h33
A descoberta do corpo da professora Elisângela Barbosa de Almeida, enterrado no quintal de sua casa em Pariquera-Açu, gerou indignação na comunidade e resultou na prisão de seu marido, Jacemir Barbosa Bueno de Almeida, como principal suspeito do crime.
Elisângela estava desaparecida há cinco dias, e a denúncia da irmã levou a polícia a investigar o marido, cuja versão contraditória levantou suspeitas e culminou na busca que revelou o corpo da vítima.
O caso, registrado como feminicídio e ocultação de cadáver, está sob investigação da Delegacia de Pariquera-Açu, enquanto a situação gerou tensão na região, com moradores tentando agredir o suspeito, exigindo intervenção policial.
Um caso de extrema violência chocou moradores de Pariquera-Açu, no interior de São Paulo, após a descoberta do corpo da professora Elisângela Barbosa de Almeida, de 43 anos, enterrado no quintal da própria casa onde vivia com o marido. O principal suspeito do crime, Jacemir Barbosa Bueno de Almeida, de 39 anos, foi preso nesta sexta-feira dia 24.
Elisângela estava desaparecida havia cinco dias quando a irmã procurou a polícia na quinta-feira dia 24 para registrar o sumiço. A partir da denúncia, investigadores iniciaram diligências e chamaram o marido da vítima para prestar esclarecimentos. Durante o interrogatório, a versão apresentada por Jacemir levantou suspeitas devido a contradições.
Diante dos indícios, equipes policiais se deslocaram até o imóvel do casal. No local, os agentes identificaram sinais de terra recentemente mexida no quintal da residência, o que reforçou a desconfiança. O Corpo de Bombeiros foi acionado para realizar buscas e confirmou a presença de um corpo enterrado, posteriormente identificado como sendo de Elisângela.
Durante a ocorrência, o clima ficou tenso na região. Moradores, revoltados com a situação, tentaram agredir o suspeito, o que exigiu a intervenção da Polícia Militar para conter a população e garantir a integridade física de Jacemir.
O caso foi registrado como feminicídio, ocultação de cadáver e violência doméstica na Delegacia de Pariquera-Açu, que segue à frente das investigações para esclarecer a motivação do crime e reunir mais provas. Até o momento, as circunstâncias exatas do assassinato não foram oficialmente detalhadas pelas autoridades.
O crime reforça o alerta para a gravidade da violência contra a mulher no Brasil. O feminicídio é caracterizado quando o assassinato ocorre em contexto de violência doméstica ou por menosprezo à condição de mulher, sendo considerado um crime hediondo pela legislação brasileira.
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