Funcionário foi flagrado vendendo combustível adulterado, levando à reincidência e fechamento total do estabelecimento

Redação Publicado em 26/10/2025, às 09h07
A nova tentativa de reabrir um posto de gasolina já fechado por vender combustível batizado com metanol durou pouco. O estabelecimento, localizado em São Bernardo do Campo, foi lacrado pela segunda vez nesta sexta-feira (24), após fiscais encontrarem novamente irregularidades na composição do etanol vendido no local.
A operação foi uma ação conjunta da Polícia Civil, através da delegacia especializada em crimes contra a saúde pública, e da Agência Nacional do Petróleo. Os agentes foram até o posto, que fica na Avenida João Firmino, na Vila Marchi, para checar se ele continuava fechado, já que havia sido interditado anteriormente por vender etanol com metanol acima do limite permitido.
Para surpresa das equipes, o posto não só estava funcionando, como um funcionário foi pego em flagrante vendendo o combustível adulterado. O estabelecimento havia rompido os lacres colocados na primeira interdição e retomado as atividades sem nenhuma permissão.
Combustível perigoso e reincidência
Análises feitas no local confirmaram novamente a presença de metanol no etanol em quantidade irregular. O metanol é um álcool industrial extremamente tóxico, e sua adição à gasolina ou ao etanol é proibida e perigosa, podendo causar danos graves aos motores dos veículos e riscos à saúde.
Diante da reincidência e do flagrante, a ANP determinou novamente o fechamento total do posto. O funcionário pego vendendo o combustível batizado foi levado para a delegacia por desobediência. A GCM foi chamada para dar apoio e uma viatura permaneceu no local até a manhã de sábado (25) para garantir que o posto não fosse reaberto novamente. Barreiras físicas foram colocadas para impedir o acesso.
A Prefeitura de São Bernardo do Campo informou que também acionou o Procon para acompanhar o caso e evitar uma nova tentativa de reabertura irregular do estabelecimento. As investigações da Polícia Civil continuam visando identificar todos os responsáveis pela adulteração e venda do combustível perigoso. A venda de combustível adulterado é um crime grave que lesa o consumidor e coloca a segurança de todos em risco.
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