Diário de São Paulo
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Busca e Apreensão

Polícia investiga esquema de fraude em empresas do Grupo Bandeirantes

Investigação teve início a partir de uma auditoria interna, que identificou uma série de irregularidades, como a contratação de empresas de fachada e a realização de operações de crédito proibidas por contrato

Polícia investiga esquema de fraude em empresas do Grupo Bandeirantes - Imagem: Divulgação / Polícia Civil de São Paulo
Polícia investiga esquema de fraude em empresas do Grupo Bandeirantes - Imagem: Divulgação / Polícia Civil de São Paulo

William Oliveira Publicado em 12/12/2024, às 08h00


Na manhã desta quinta-feira (12), a Polícia Civil deflagrou a "Operação Fluxo Reverso", com o objetivo de apurar um possível esquema de desvio de recursos envolvendo ex-diretores de duas empresas do Grupo Bandeirantes. Oito mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em São Paulo, Taboão da Serra e Santana de Parnaíba.

As ordens judiciais foram emitidas pela 1ª Vara de Crimes Tributários e Organização Criminosa da Capital e envolvem investigações sobre fraudes nas empresas Sercom e System, ambas sob a gestão de Ricardo Saad, que é considerado a vítima do esquema.

A investigação teve início a partir de uma auditoria interna, que identificou uma série de irregularidades, como a contratação de empresas de fachada e a realização de operações de crédito proibidas por contrato. Esses atos resultaram em grandes perdas financeiras, e há indícios de que ex-diretores abaixo de Saad tenham participado do esquema.

Entre os casos analisados, destaca-se um repasse suspeito de R$ 5,2 milhões entre junho de 2021 e março de 2023, realizado pelas duas empresas para uma terceira organização. Além disso, investigações realizadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelaram transações financeiras milionárias e depósitos em dinheiro vivo envolvendo os investigados.

Outro ponto relevante é o crescimento patrimonial dos envolvidos, que não condiz com suas rendas declaradas ao fisco. Por exemplo, foi identificado um giro de R$ 1,9 milhão por uma pessoa com uma renda mensal de apenas R$ 3 mil. Entre as transações investigadas, há a compra de um apartamento de R$ 1,7 milhão na Riviera São Lourenço e depósitos em espécie feitos pelos suspeitos.

Ainda durante a auditoria, foi descoberto que um dos diretores teria recebido R$ 2,2 milhões em sua conta pessoal, enquanto a esposa desse diretor alegou que o valor seria referente a honorários do marido, totalizando R$ 810 mil.

Com base em todas as movimentações investigadas, estima-se que o desvio de recursos chegue a cerca de R$ 10 milhões. O caso está sendo conduzido pelo delegado Tiago Fernando Correia, da Delegacia de Investigações sobre Lavagem ou Ocultação de Bens e Valores, do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC).


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