Agentes infiltrados prenderam 12 suspeitos por golpes e furtos durante a folia em São Paulo

Erika Osti Publicado em 01/02/2026, às 17h31
Doze pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha especializada em crimes patrimoniais foram presas pela Polícia Civil durante um bloco de Carnaval realizado na Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, na tarde de sábado (31). A ação integrou a Operação Carnaval e contou com agentes infiltrados entre os foliões para identificar os crimes em flagrante.
De acordo com a polícia, os suspeitos se passavam por ambulantes sem credenciamento e circulavam no meio do público. Policiais civis disfarçados observaram integrantes do grupo trocando cartões bancários entre si enquanto realizavam vendas, prática associada a um esquema de fraude que envolve a substituição do cartão da vítima no momento do pagamento.
Durante a abordagem, parte dos envolvidos conseguiu fugir, mas 12 suspeitos foram detidos. Com eles, os agentes apreenderam dezenas de cartões bancários em nome de terceiros, máquinas de pagamento adulteradas com dispositivos capazes de registrar as senhas digitadas e vários aparelhos celulares. Um veículo usado pelo grupo também foi localizado e apreendido.
Segundo a Polícia Civil, alguns dos cartões recolhidos estavam vinculados a registros anteriores de furtos e fraudes. No entanto, devido à grande concentração de pessoas no local e à ausência imediata das vítimas, não foi possível individualizar, naquele momento, a posse dos objetos ou a participação específica de cada detido no esquema criminoso.
Ainda durante a operação, um dos suspeitos tentou subornar um policial civil com a oferta de R$ 3 mil para evitar ser levado à delegacia. A tentativa foi presenciada por mais de um agente e resultou na prisão em flagrante por corrupção ativa.
Os demais presos devem responder por crimes como furto mediante fraude, receptação e associação criminosa. Parte do grupo segue foragida, e as investigações continuam para aprofundar a apuração e identificar outros envolvidos.
A Polícia Civil informou que as vítimas dos golpes ainda precisam comparecer à delegacia para reconhecer os objetos apreendidos e dar continuidade aos procedimentos legais. A corporação destaca que o uso de agentes à paisana tem sido intensificado durante o Carnaval para coibir crimes em meio às grandes aglomerações.
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