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INVESTIGAÇÃO

PMs que prestaram escolta a Gritzbach são investigados por organização criminosa

Entre os investigados está um oficial da corporação, conforme fontes ligadas à força-tarefa

PMs que prestaram escolta a Gritzbach são investigados por organização criminosa - Imagem: Reprodução / X / @Metropoles
PMs que prestaram escolta a Gritzbach são investigados por organização criminosa - Imagem: Reprodução / X / @Metropoles

William Oliveira Publicado em 18/11/2024, às 08h00


Após dez dias de investigação, a força-tarefa dedicada ao homicídio do delator vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, avança na busca por suspeitos, embora ainda não tenha efetuado prisões.

A apuração é conduzida por diversas frentes, cada uma com propósitos específicos. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil concentra seus esforços na identificação e captura dos responsáveis pelo assassinato. Paralelamente, as corregedorias das polícias Civil e Militar investigam possíveis vínculos de seus membros com Gritzbach, que foi executado no dia 8 deste mês no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

Na esfera da Corregedoria da Polícia Militar (PM), um inquérito apura se um grupo composto por oito policiais militares, que prestavam segurança privada ilegal para Gritzbach, fazia parte de uma organização criminosa. Entre os investigados está um oficial da corporação, conforme fontes ligadas à força-tarefa.

De acordo com a avaliação de um integrante da força-tarefa, é "inconcebível tal nível de proximidade" entre os policiais e alguém que havia delatado integrantes do PCC e era acusado de ser o mandante de um duplo homicídio, incluindo o assassinato de Anselmo Becheli Santa Fausta, conhecido como Cara Preta, figura proeminente no narcotráfico.

Simultaneamente, a Corregedoria da Polícia Civil detectou uma rede de empresas associadas a pelo menos dois policiais civis, cujos capitais aparentam ser desproporcionais às suas rendas declaradas. Um delegado foi mencionado por Gritzbach, oito dias antes de seu assassinato, como parte de um grupo envolvido em extorsão contra ele.

Os policiais citados negam qualquer envolvimento em atividades criminosas relacionadas ou mencionadas por Gritzbach antes de sua morte.


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