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Violência

PM aposentado é preso após matar cuidadora a facadas em São Paulo

Vítima havia ido cobrar dívida trabalhista quando foi atacada na zona sul da capital

PM aposentado é preso após matar cuidadora dentro de casa. - Imagem: Reprodução/Redes Sociais.
PM aposentado é preso após matar cuidadora dentro de casa. - Imagem: Reprodução/Redes Sociais.

Erika Osti Publicado em 05/03/2026, às 14h16


Um policial militar aposentado de 89 anos foi preso na tarde de quarta-feira (4) após matar a facadas a própria cuidadora na zona sul de São Paulo. O crime ocorreu na Rua Doutor Arthur Moreira de Almeida, no bairro Jardim Ângela, depois que a mulher teria ido ao local cobrar uma dívida trabalhista. A vítima, Francisca Sebastião da Silva, de 61 anos, morreu três dias antes de completar aniversário.

De acordo com a Polícia Militar, equipes foram acionadas por volta das 14h55 pelo Centro de Operações da Polícia Militar para atender a um pedido de socorro na residência do aposentado. Vizinhos relataram ter ouvido gritos vindos do imóvel e acionaram a polícia.

Quando os agentes chegaram ao endereço, encontraram Francisca caída no chão, com ferimentos provocados por faca. O serviço de resgate foi chamado, mas a morte foi confirmada ainda no local.

Durante buscas pela região, os policiais localizaram Rodolfo Lima Santos nas imediações da mesma rua onde o crime aconteceu. Ele foi abordado e detido pouco tempo depois da ocorrência. Segundo relato do próprio suspeito aos policiais, houve uma discussão entre os dois antes do ataque.

Francisca trabalhava como cuidadora e havia prestado serviços ao idoso. Segundo a polícia, o desentendimento teria começado quando ela foi cobrar direitos trabalhistas relacionados ao período em que trabalhou para ele.

Moradores da região disseram à polícia que o aposentado era conhecido no bairro por ter comportamento agressivo. As circunstâncias do crime, no entanto, ainda serão apuradas pelas autoridades.

O caso foi registrado como feminicídio no 47º Distrito Policial, no Capão Redondo, que ficará responsável pela investigação. A polícia também deve ouvir testemunhas e reunir outras informações para esclarecer a dinâmica da discussão que terminou em morte. Até a última atualização, a defesa de Rodolfo Lima Santos não havia sido localizada para comentar o caso. 


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