O crescimento de 16% em relação ao ano anterior é impulsionado por serviços de alimentação e comércio informal

Gabriela Thier Publicado em 22/06/2025, às 20h05
Os eventos em São Paulo neste mês, a Parada do Orgulho LGBT+ e a Marcha para Jesus, têm o potencial de gerar um impacto econômico significativo na cidade, estimado em R$590,6 milhões, conforme análise realizada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
A Parada do Orgulho LGBT+, que será realizada neste domingo (22), é projetada para movimentar R$548,5 milhões, de acordo com dados coletados pelo Observatório de Turismo e Eventos (OTE) da Prefeitura. Este evento, que chega à sua 29ª edição, é esperado para atrair milhares de participantes e visitantes à região da Avenida Paulista.
Essa injeção financeira será especialmente notável nos setores de serviços como hotéis, restaurantes, shoppings e comércio local. A ACSP também destaca a relevância do comércio informal e das vendas de bebidas durante a festividade.
Comparado ao ano anterior, o valor estimado representa um crescimento de aproximadamente 16%, conforme afirmações do economista Ulisses Ruiz de Gamboa da ACSP. "Esse crescimento é impulsionado, em grande parte, pelos serviços relacionados à alimentação e hospedagem, além do comércio informal que se destaca durante esses eventos," explica ele.
Gamboa também observa que a Parada do Orgulho LGBT+ possui um papel semelhante ao do Dia dos Namorados no que tange ao aumento das vendas no varejo durante o mês de junho. A época do ano, marcada por temperaturas mais amenas, favorece particularmente o setor de vestuário.
A vendedora ambulante Selma Jesus Oliveira expressou sua expectativa em relação às vendas durante a Parada. Chegando cedo ao evento, ela se posicionou estrategicamente para maximizar suas oportunidades comerciais. “Estamos aqui para vender tudo hoje. Vamos voltar pra casa com o isopor vazio, se Deus quiser”, afirmou em entrevista ao g1.
Além disso, a 33ª Marcha para Jesus ocorreu na última quinta-feira (19), reunindo cerca de dois milhões de fiéis. De acordo com os cálculos da ACSP, o evento gerou um impacto econômico em torno de R$42,1 milhões, representando um aumento de 5% em relação ao ano passado.
Gamboa ressalta que os efeitos econômicos da Marcha são notados principalmente nos setores de alimentação, transporte e hotelaria, além do comércio informal que acompanha as grandes concentrações religiosas.
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