Diário de São Paulo
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Obras na cratera da Marginal Tietê avançam lentamente e ainda não têm data para conclusão

Redirecionamento de esgoto e desvios de trânsito seguem em andamento, enquanto reparos não têm previsão de término, comprometendo tráfego e meio ambiente

Cratera aberta na Marginal Tietê permanece em reparos indefinidos - Imagem: Tiago Queiroz/Estadão
Cratera aberta na Marginal Tietê permanece em reparos indefinidos - Imagem: Tiago Queiroz/Estadão

Lívia Gennari Publicado em 13/08/2025, às 18h36


Desde que a cratera se abriu na Marginal Tietê, em São Paulo, no dia 10 de abril deste ano, as obras para o reparo do local seguem em ritmo lento e sem previsão definida para serem finalizadas. O problema começou quando o asfalto cedeu em um trecho de cerca de 400 metros na altura do acesso da pista local para a pista central, próximo à saída para a Rodovia dos Bandeirantes.

A Sabesp informou que os serviços subterrâneos só poderão avançar após a completa estabilização do terreno, uma medida essencial para garantir a segurança dos trabalhadores envolvidos nas obras. Somente após essa etapa será realizada uma vistoria técnica para investigar as causas do incidente.

Conserto emergencial falhou e pista voltou a afundar

No início do problema, a companhia já havia identificado uma infiltração em uma caixa de acesso, uma estrutura usada para manutenção e limpeza da rede de esgoto, e realizou reparos que permitiram a liberação do trecho cinco dias após o surgimento da cratera. Contudo, no dia 22 de abril, um novo rebaixamento da pista no mesmo ponto indicou que o problema ainda não havia sido resolvido.

A situação se agravou em 11 de maio, quando a cratera se abriu novamente. A Sabesp então constatou a necessidade de reconstruir a caixa de acesso, o que levou à criação de uma alça provisória para ligar a pista local à central, buscando minimizar o impacto no trânsito da região.

Cratera provoca impacto ambiental

Os reflexos do problema vão além da mobilidade urbana. No final de junho, para esvaziar a tubulação rompida, a Sabesp começou a despejar esgoto sem tratamento diretamente no Rio Tietê, na Zona Norte da capital, entre as pistas local e central, no sentido Rodovia Castelo Branco, em frente à Avenida Engenheiro Caetano Álvares. O esgoto, que passou a ser desviado para o Córrego Mandaqui, que deságua próximo ao local do despejo, não recebeu nenhum tipo de tratamento, causando impactos ambientais e comprometendo o atendimento da companhia na região.

Atualmente, as obras definitivas estão concentradas na altura da Ponte Atílio Fontana, onde cinco frentes de trabalho atuam para retirar o interceptor de esgoto danificado e redirecionar o fluxo para um sistema alternativo de tratamento. Isso permite o acesso à tubulação afetada e viabiliza a continuação dos reparos.

Tubo azuis instalados ao longo do trajeto e um novo acesso provisório seguem em uso para tentar aliviar o trânsito, enquanto a Sabesp reforça que não há previsão para o fim das intervenções e que a prioridade é garantir a segurança dos trabalhadores e a estabilidade do terreno.


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