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Intoxicação

Níveis de metanol eram mais do que suficiente para matar mulher que ficou cega

Radharani Domingos, de 43 anos, ficou cega após consumir caipirinhas com vodca contaminadas por metanol

Radharani Domingos, de 43 anos, ficou cega após consumir caipirinhas com vodca contaminadas por metanol - Imagem: Reprodução / Pixabay
Radharani Domingos, de 43 anos, ficou cega após consumir caipirinhas com vodca contaminadas por metanol - Imagem: Reprodução / Pixabay

Gabriela Thier Publicado em 04/10/2025, às 18h17


Recentes laudos médicos expuseram os graves efeitos do metanol, uma substância tóxica frequentemente encontrada em bebidas alcoólicas adulteradas. Radharani Domingos, uma mulher de 43 anos, ficou cega após ingerir três caipirinhas com vodca em um bar na Alameda Lorena, em São Paulo. Exames laboratoriais revelaram que seu corpo apresentava níveis de metanol quatro vezes superiores ao necessário para causar coma profundo e até morte.

O relatório médico indicou uma concentração alarmante de 415,90 mg/I de metanol na urina da paciente. Especialistas consultados afirmaram que valores acima de 100 a 150 mg/l elevam significativamente o risco de complicações severas, incluindo lesões cerebrais extensas e a possibilidade de morte.

A situação se agrava com a interdição do bar onde Radharani consumiu as bebidas, ocorrido no último dia 30. A família da mulher informou que ela ainda está se submetendo a protocolos médicos na tentativa de recuperar a visão, mas até o momento, não obteve resultados positivos.

Outro caso que chama atenção é o de Rafael Anjos Martins, um jovem de 28 anos que está em coma há 34 dias após consumir metanol. O laudo médico dele revelou uma concentração de 155 mg/dL no exame sanguíneo. No dia 30 de agosto, Rafael adquiriu duas garrafas de gin, além de gelo de coco e energético, em uma adega na Cidade Dutra, Zona Sulda capital paulista.


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