A fiscalização detectou mais de 2.600 infrações até setembro, triplicando o número do ano anterior

Sabrina Oliveira Publicado em 14/10/2024, às 08h28
O número de multas aplicadas por uso de celular ao volante em Piracicaba (SP) mais que triplicou em 2024, alcançando 2.619 autuações até setembro, um aumento de 245% em comparação com 2023, quando foram registradas 760 infrações. O crescimento expressivo é atribuído tanto ao aumento no número de veículos em circulação quanto a uma fiscalização mais rigorosa por parte dos agentes de trânsito.
Segundo dados do Detran-SP, o comportamento irresponsável dos motoristas está se consolidando como uma das principais causas de acidentes na cidade. Agentes de trânsito têm reforçado a aplicação das leis para conter a prática, mas os números continuam a subir, exigindo maior conscientização dos condutores.
O especialista em trânsito Agnaldo Pedroso avalia que o crescimento das autuações reflete a combinação de dois fatores principais: o aumento do número de carros nas ruas e o reforço na fiscalização. Segundo ele, a distração causada pelo uso do celular ao volante tem consequências graves, comparáveis ao consumo de álcool.
"O uso do celular enquanto dirige diminui drasticamente os reflexos, equivalendo ao efeito de três latas de cerveja. É como se o motorista estivesse embriagado, colocando a própria vida e a de outros em risco", explica Pedroso.
A prática, além de perigosa, gera prejuízos legais aos motoristas. As multas variam de R$ 130,16 a R$ 293,47, dependendo da infração específica, além de resultar na perda de pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Entenda as diferentes infrações relacionadas ao uso de celular
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) classifica o uso de celular ao volante em três tipos de infração:
A infração mais comum em Piracicaba tem sido o manuseio do celular, com 1.244 autuações. O número de condutores flagrados segurando o telefone chegou a 1.107, enquanto os que falavam ao celular somaram 268 registros.
O aumento das autuações revela um comportamento perigoso e persistente entre os motoristas. Maio, junho e agosto foram os meses mais críticos, concentrando a maior parte das infrações. Segundo Agnaldo Pedroso, o uso do celular se tornou um hábito comum entre os condutores, especialmente pela necessidade de comunicação rápida.
Muitos motoristas acreditam que uma mensagem rápida não oferece risco, mas é nesse intervalo que acidentes graves acontecem. A eficiência na comunicação não pode comprometer a segurança no trânsito", afirma.
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