Aumento no preço de alimentos como leite e massas pressiona o orçamento em Piracicaba

Sabrina Oliveira Publicado em 15/10/2024, às 10h20
Em setembro, a cesta básica em Piracicaba registrou um aumento de 1,34%, conforme dados divulgados pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP). O valor médio da cesta passou de R$ 1.227,97 em agosto para R$ 1.244,39 no mês passado, refletindo a elevação nos preços de alimentos, produtos de higiene pessoal e itens de limpeza doméstica.
Entre os itens que mais subiram, o leite UHT se destacou, com um aumento de 6,77%. Em agosto, o litro custava R$ 5,17 e, em setembro, saltou para R$ 5,52. No comparativo anual, o preço cresceu 22,34%, alcançando seu maior valor nos últimos 12 meses. Segundo os pesquisadores, a variação está relacionada às condições climáticas adversas, com baixa precipitação na região, que afetaram a produção e a oferta do produto.
Outro item que chamou atenção foi o macarrão com ovos, cujo preço subiu 8,56%, passando de R$ 3,74 para R$ 4,06. A carne de primeira também teve seu preço reajustado, atingindo R$ 42,59 por quilo – um aumento de 15,45% em comparação ao mesmo mês do ano anterior.
Por outro lado, alguns produtos apresentaram queda nos preços. A cebola, por exemplo, registrou sua segunda redução consecutiva, passando de R$ 6,16 para R$ 4,70 em setembro. Essa queda se deve ao aumento da oferta, que pressionou os preços para baixo.
Além dos alimentos, os grupos de produtos de higiene e limpeza também sofreram reajustes. Os produtos de limpeza doméstica subiram 2,51%, enquanto os itens de higiene pessoal tiveram alta de 0,69%.
A alta na cesta básica de Piracicaba é reflexo de um contexto maior que afeta o país. O Índice da Cesta Básica (ICB), calculado mensalmente pela Esalq, monitora as oscilações de preços para entender melhor os impactos econômicos nas famílias.
No cenário nacional, Piracicaba ainda se mantém entre as cidades com a cesta básica mais barata. No entanto, com os aumentos registrados em setembro, a cidade subiu no ranking, ultrapassando algumas capitais do Nordeste, como Natal e Recife.
Em comparação, a cidade de São Paulo, que tem a cesta mais cara do país, registrou um valor médio de R$ 792,47 para os mesmos produtos. Já Piracicaba, com seu valor médio de R$ 593,25, ainda oferece uma cesta mais acessível, mas a alta constante nos preços preocupa os moradores e desafia o orçamento familiar.
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