Funkeiro declarou ganhar cerca de R$ 1,5 milhão por mês e disse à polícia que todas as suas receitas têm origem legal, enquanto investigações apontam suspeitas de ligação com organização criminosa.

Ana Beatriz Publicado em 29/04/2026, às 09h50
MC Ryan SP declarou à Polícia Federal que sua renda mensal é de R$ 1,5 milhão e negou envolvimento em crimes financeiros relacionados à Operação Narco Fluxo, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro no setor de entretenimento.
As investigações revelam que uma organização criminosa teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão em menos de dois anos, utilizando empresas de música e marketing digital para misturar receitas legítimas com recursos de apostas ilegais.
A operação, que mobilizou mais de 200 agentes e resultou em várias prisões e apreensões, continua em andamento, com as autoridades analisando as movimentações financeiras e as ligações entre os envolvidos, sem condenações até o momento.
O cantor MC Ryan SP afirmou à Polícia Federal que possui uma renda mensal de aproximadamente R$ 1,5 milhão e negou qualquer envolvimento em crimes financeiros investigados no âmbito da operação que apura um esquema de lavagem de dinheiro no país.
A declaração foi dada durante depoimento no contexto das investigações que envolvem a chamada Operação Narco Fluxo, deflagrada em abril de 2026 para desarticular uma organização criminosa suspeita de movimentar grandes volumes de dinheiro ilícito por meio da indústria do entretenimento e de plataformas digitais.
Segundo as apurações da Polícia Federal, o grupo teria utilizado empresas ligadas à música e ao marketing digital para misturar receitas legítimas com recursos provenientes de apostas ilegais e rifas digitais. O esquema, de acordo com os investigadores, teria movimentado valores superiores a R$ 1,6 bilhão em menos de dois anos, podendo alcançar cifras ainda maiores ao longo do período investigado.
A investigação também aponta que o artista seria um dos principais beneficiários econômicos da estrutura. O modelo adotado envolveria mecanismos de ocultação patrimonial, como a utilização de terceiros, transferências societárias e operações financeiras complexas para dificultar o rastreamento da origem dos recursos.
Outro ponto destacado pelos investigadores é o chamado “escudo de conformidade”, estratégia em que a visibilidade pública e o alto engajamento nas redes sociais ajudariam a conferir aparência de legalidade às movimentações financeiras.
Além disso, há indícios de conexão indireta com o Primeiro Comando da Capital, que teria participação na origem de parte dos recursos investigados, embora essa relação ainda esteja sob apuração e não tenha sido confirmada judicialmente.
Em sua defesa, MC Ryan afirmou que todos os valores que transitam por suas contas possuem origem comprovada, são regularmente tributados e seguem controles financeiros formais. A defesa também declarou que ainda não teve acesso completo ao processo, que tramita sob sigilo, e que pretende apresentar esclarecimentos ao longo da investigação.
A operação mobilizou mais de 200 agentes e cumpriu dezenas de mandados de prisão e busca em diversos estados. Também foram realizadas apreensões de bens de alto valor, como veículos de luxo e ativos financeiros, além do bloqueio de patrimônios para eventual ressarcimento.
O caso segue em investigação e ainda não há condenações. As autoridades buscam aprofundar a análise das movimentações financeiras e das conexões entre os investigados.
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