Trinta anos após a tragédia aérea de 1996, os músicos dos Mamonas Assassinas terão seus restos mortais cremados e transformados em árvores

William Oliveira Publicado em 23/02/2026, às 07h33
Os corpos dos integrantes da banda Mamonas Assassinas serão exumados nesta segunda-feira (23), 30 anos após o acidente aéreo que matou os músicos no auge da carreira. Serão exumados os restos mortais de Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli. Após o procedimento, os corpos serão cremados.
A iniciativa tem como objetivo a criação do Jardim BioParque Memorial Mamonas, que será implantado no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, na Grande São Paulo, onde os artistas estão sepultados.
O espaço será um memorial ecológico que utilizará as cinzas dos músicos para o plantio de árvores com espécies nativas. Cada árvore representará um integrante da banda, formando um ambiente de memória, contemplação e homenagem permanente.
O projeto também permitirá que moradores da cidade utilizem as cinzas de seus familiares para plantar árvores no local, ampliando o conceito de homenagem póstuma com foco ambiental.
O acidente que vitimou o grupo ocorreu em 2 de março de 1996, quando a aeronave que transportava os músicos caiu na Serra da Cantareira, na Grande São Paulo, encerrando de forma trágica a trajetória da banda que marcou a música brasileira nos anos 1990.
Segundo familiares, a criação do memorial busca preservar a história e o legado dos artistas, além de oferecer um espaço simbólico de lembrança para fãs e para a comunidade.
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