Maria Eduarda registrou a chegada ao local da atividade pouco antes do salto que terminou em morte

Julio Cezar Souza Publicado em 13/06/2026, às 20h29
A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, ganhou novos desdobramentos após a divulgação de publicações feitas pela própria jovem momentos antes do acidente.
Horas antes do salto, Maria Eduarda compartilhou registros do passeio em suas redes sociais. Nas imagens, ela mostrou o local da atividade, as pulseiras de identificação dos participantes e acompanhou demonstrações realizadas por integrantes da equipe responsável pelo evento.
Em uma das publicações, feita por volta das 7h31, a jovem aparece no ponto onde ocorreria o salto. Na legenda, escreveu em tom descontraído: "Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte???". A postagem acabou ganhando grande repercussão após a confirmação da tragédia.
Moradora de Jandira, na Grande São Paulo, Maria Eduarda costumava compartilhar conteúdos ligados a atividades ao ar livre, esportes e contato com a natureza. Em seu perfil, destacava formações nas áreas de educação física e gestão esportiva, além da paixão pelo futebol.
O acidente ocorreu durante uma atividade de rope jump na manhã de sábado. Segundo informações da Polícia Militar, a jovem foi lançada da plataforma sem o equipamento de segurança necessário para conter a queda. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu foram acionadas, mas a morte foi constatada ainda no local.
As investigações também apuram a conduta dos responsáveis pelo evento. Seis pessoas foram detidas após a ocorrência e três permaneceram presas. O caso está sob responsabilidade do 2º Distrito Policial de Limeira.
A tragédia também provocou uma reação da Prefeitura de Limeira. Em nota oficial, a administração municipal informou que pretende ingressar com ação judicial contra o Governo Federal, alegando omissão em relação à fiscalização e ao controle de acesso da Ponte do Esqueleto.
Segundo o município, diversos ofícios já haviam sido encaminhados aos órgãos federais responsáveis pela área solicitando medidas de segurança. A prefeitura afirma que nenhuma providência efetiva foi adotada até o momento.
A defesa dos três investigados que permaneceram presos argumenta que a prática do rope jump não possui regulamentação específica no país, mas também não é proibida. O advogado dos envolvidos classificou o episódio como uma fatalidade e afirmou que o grupo realizava atividades semelhantes havia anos sem registros anteriores de acidentes.
As autoridades seguem reunindo depoimentos, imagens e documentos para esclarecer as circunstâncias do caso e definir eventuais responsabilidades criminais pela morte da jovem.
Leia também

O fim da Ordem Mundial: 2026 e o retorno do "cada um por si"

Após perda do filho e divórcio, Cafu curte viagem com nova namorada

Jovem morre após salto sem equipamento de segurança em atividade de rope jump no interior de São Paulo

Sem Neymar, Brasil estreia na Copa de 2026 contra o Marrocos neste sábado

Líder do Tren de Aragua morre em operação conjunta entre EUA e Venezuela

Brasil empata com Marrocos na estreia e Vinícius Júnior evita derrota no Mundial

Jovem que morreu em salto sem corda publicou mensagem minutos antes da tragédia em Limeira

Paraguai remove dezenas de painéis após exibição de montagem envolvendo Bolsonaro e Gustavo Gómez

Brasil x Marrocos tem escalações definidas para a estreia na Copa do Mundo

Espanha e Alemanha recorrem a coletes de gelo para enfrentar altas temperaturas nos EUA