Diário de São Paulo
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Imagem triste faz Polícia Civil descartar homicídio no caso do publicitário que morreu após sair de sauna gay

Laudo do IML aponta politraumatismo como causa da morte de Yuri

Yuri Henrique de Castro. - Imagem: Reprodução | Redes Sociais
Yuri Henrique de Castro. - Imagem: Reprodução | Redes Sociais

por Marina Milani

Publicado em 14/05/2024, às 08h21


Após análise de imagens de uma câmera de segurança que capturou o momento da queda do publicitário Yuri Henrique de Castro, de 23 anos, de um prédio de seis andares no Centro de São Paulo, a Polícia Civil deixou de investigar o caso como homicídio. As imagens mostram Yuri caindo nu do prédio por volta das 4h52 do dia 22 de abril, na região da Santa Ifigênia.

De acordo com a delegada Ivalda Aleixo, chefe do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), as evidências indicam que Yuri não foi empurrado, pois o local estava vazio e trata-se de um comércio. Após descartar a possibilidade de homicídio e suicídio, a polícia agora trabalha com a hipótese de morte acidental. A investigação está em andamento, e a polícia realizou busca e apreensão no Hotel Chilli, onde Yuri foi visto pela última vez na sauna gay próxima ao local da queda.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) concluiu que a causa da morte de Yuri foi politraumatismo. No entanto, exames periciais complementares estão sendo elaborados. Segundo relatos, Yuri foi visto pela última vez na sauna gay do Hotel Chilli, onde ele e um amigo tiveram problemas para pagar a conta da hospedagem devido a falhas nos cartões bancários. O amigo saiu para buscar dinheiro e, ao retornar, Yuri não estava mais no local.

A família de Yuri questiona a versão apresentada pelo amigo, afirmando que há "pontas soltas" na história e que é ilógico alguém sair correndo nu no meio da rua e depois aparecer morto. Eles relatam que o hotel informou que Yuri teve um surto psicótico e fugiu após ir para a área de fumantes, versão contestada pela família.

O corpo de Yuri foi encontrado por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no dia seguinte, a 600 metros do hotel, e ele foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Vergueiro, onde faleceu. Seu corpo foi enterrado no dia 27 de abril.

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