Sindicato dos metroviários marcou assembleia decisiva para o dia 12 de maio e ameaça iniciar paralisação à meia-noite de quarta-feira caso não haja acordo com o governo estadual e a direção do Metrô.

Ana Beatriz Publicado em 07/05/2026, às 14h52
Uma possível greve dos metroviários de São Paulo pode afetar o funcionamento do metrô a partir de quarta-feira (13), caso não haja avanços nas negociações com o governo estadual e a direção do Metrô.
O sindicato alega que a mobilização é resultado de impasses nas negociações trabalhistas e reivindica melhores condições de trabalho, abertura de concursos e melhorias no plano de saúde, citando a redução drástica no número de funcionários nos últimos anos.
A decisão sobre a greve será tomada em assembleia na terça-feira (12), e a paralisação, se confirmada, impactará principalmente as linhas administradas pelo Metrô, enquanto as linhas privadas devem permanecer operando; até agora, não há medidas emergenciais anunciadas pelo governo.
Uma possível greve dos metroviários de São Paulo pode comprometer o funcionamento de parte do sistema metroviário da capital paulista a partir da próxima quarta-feira (13). O movimento foi anunciado pelo Sindicato dos Metroviários de São Paulo, que condiciona a paralisação à falta de avanço nas negociações com o Governo de São Paulo e a direção do Metrô.
A decisão final será tomada em assembleia marcada para terça-feira (12), na sede do sindicato, no bairro do Belém, na Zona Leste da capital. Caso a categoria aprove a greve, a paralisação deve começar à 0h do dia 13 de maio.
Segundo o sindicato, a mobilização ocorre após impasses nas negociações trabalhistas e diante da falta de respostas consideradas satisfatórias para reivindicações da categoria. Entre os principais pontos levantados pelos trabalhadores estão melhores condições de trabalho, abertura de concursos públicos, recomposição do quadro de funcionários, discussão sobre participação nos resultados e críticas relacionadas ao plano de saúde dos empregados.
A entidade afirma que o número de funcionários do Metrô caiu drasticamente na última década, aumentando a sobrecarga operacional sobre os atuais trabalhadores. De acordo com o sindicato, atualmente o sistema conta com cerca de 5.663 funcionários, número considerado insuficiente para atender a demanda diária do transporte público paulistano.
Se confirmada, a greve poderá afetar principalmente as linhas 1 Azul, 2 Verde, 3 Vermelha e 15 Prata, administradas diretamente pelo Metrô de São Paulo. Já as linhas concedidas à iniciativa privada, como as linhas 4 Amarela, 5 Lilás e 17 Ouro, não devem ser impactadas pela paralisação.
Nas redes sociais, o sindicato afirmou que a greve ainda pode ser evitada caso o governo estadual e a companhia retomem o diálogo com a categoria. A entidade também acusa o governo de manter postura “intransigente” durante as negociações.
A possível paralisação aumenta a preocupação entre passageiros da capital e da Região Metropolitana de São Paulo, já que o metrô transporta milhões de pessoas diariamente e representa um dos principais meios de deslocamento urbano do país.
Até o momento, o Governo de São Paulo e o Metrô ainda não anunciaram oficialmente medidas emergenciais em caso de greve.
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