Medida tem como objetivo monitorar a disseminação do vírus da dengue, além de combater também a chikungunya e a zika

William Oliveira Publicado em 16/01/2025, às 08h30
Na última quarta-feira (15), o governo do estado de São Paulo anunciou a implementação do Plano de Contingência das Arboviroses Urbanas, uma iniciativa voltada para o combate a doenças como dengue, chikungunya e zika. A medida foi apresentada em uma sala de situação criada pela Secretaria Estadual da Saúde, com o objetivo de monitorar a disseminação dessas enfermidades em todo o território paulista.
De acordo com informações oficiais, o principal objetivo do plano é evitar um aumento nos casos dessas arboviroses, semelhante ao que ocorreu no ano passado. Para isso, será realizado um monitoramento em tempo real dos registros e atendimentos relacionados a essas doenças.
O plano foi detalhado pela Vigilância Epidemiológica, que destacou a prevalência do sorotipo 3 do vírus da dengue, identificado desde o final de 2024. Esse sorotipo está sendo monitorado por meio de 71 unidades sentinelas, que atuam na vigilância da circulação dos quatro tipos conhecidos do vírus da dengue no estado.
Durante a apresentação do plano, o secretário da Saúde, Eleuses Paiva, ressaltou a importância da colaboração entre diferentes órgãos. Com a participação de representantes da Defesa Civil, da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (Cosems), Paiva enfatizou que desde o ano passado o estado tem promovido ações contínuas para apoiar os municípios no combate às arboviroses.
"Estamos pautando iniciativas efetivas e continuaremos esse diálogo em todo o território paulista, com os nossos Departamentos Regionais de Saúde (DRS), reforçando o papel da vigilância e controle, além de ampliar a rede assistencial. Nosso objetivo é reduzir a incidência e mortalidade causada pelas doenças e coordenar a resposta estadual de forma integrada entre todos os níveis de atenção à saúde", declarou Eleuses Paiva.
O mosquito Aedes aegypti é o vetor responsável pela transmissão das doenças mencionadas. A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Tatiana Lang, explicou que o plano considera diferentes cenários de mobilização e alerta regional, com base no número de casos suspeitos e confirmados ao longo de quatro semanas consecutivas.
Segundo Tatiana Lang, "A classificação dos cenários considera a média histórica de casos dos últimos dez anos nas regiões. Temos um painel em tempo real mostrando todos os números, gerando mapas por semanas epidemiológicas e tudo isso dá mais transparência de como o Governo do Estado tem lidado com o combate às arboviroses."
Rodrigo Said, representante da Opas, destacou que as atualizações no Plano de Contingência marcam uma inovação significativa ao promover o envolvimento intersetorial e regional na prevenção e controle das arboviroses. "Isso ajuda a mitigar os impactos desse desafio que enfrentaremos", afirmou Said.
O novo Plano de Contingência para Arboviroses Urbanas: Dengue, Chikungunya e Zika 2025/2026 pode ser consultado no site dengue.saude.sp.gov.br.
Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças, acrescentou que o plano introduz novos cenários e metodologias de avaliação, envolvendo grupos especializados em vigilância epidemiológica e departamentos regionais de saúde.
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