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Metanol

Governo de SP confirma 18 casos de intoxicação por metanol e investiga origem das bebidas adulteradas

A intoxicação está ligada ao consumo de bebidas adulteradas, com três mortes confirmadas e sete sob investigação

A intoxicação está ligada ao consumo de bebidas adulteradas, com três mortes confirmadas e sete sob investigação - Imagem: Divulgação / Governo de SP
A intoxicação está ligada ao consumo de bebidas adulteradas, com três mortes confirmadas e sete sob investigação - Imagem: Divulgação / Governo de SP

Gabriela Thier Publicado em 07/10/2025, às 19h04


O governo do estado de São Paulo confirmou, na última terça-feira (7), a ocorrência de 18 casos de intoxicação por metanol. De acordo com o balanço oficial, existem ainda 158 casos sob investigação e 38 já foram descartados.

Os dados revelam que, dos 176 casos totalizados, 18 foram confirmados com laudos que atestam a presença de metanol e que indicam que os pacientes consumiram bebidas adulteradas. Por outro lado, 158 casos estão em análise clínica, aguardando laudos que possam confirmar a presença da substância e esclarecer as circunstâncias da ingestão.

No que diz respeito aos óbitos, foram confirmadas três mortes associadas à intoxicação por metanol, com laudos que comprovam a ingestão de bebidas adulteradas. Além disso, sete mortes estão sendo investigadas, sem confirmação conclusiva até o momento.

A força-tarefa do governo paulista tem atuado intensivamente para combater essa situação alarmante. Na segunda-feira (6), mais de 100 mil vasilhames vazios foram apreendidos em um galpão clandestino localizado na Vila Formosa, Zona Leste da capital paulista.

Além das apreensões, a fiscalização em bares e distribuidoras resultou na interdição cautelar de 11 estabelecimentos por questões sanitárias. Ao todo, 18 locais foram vistoriados desde o início das operações. Seis distribuidoras e dois bares tiveram suas inscrições estaduais suspensas preventivamente: entre elas estão a Bebilar Comercial e Distribuidora de Alimentos e Bebidas, Brasil Excellance e Exportadora de Bebidas, BBR Supermercados, FEC Alves Mercearia e Adega, e Lanchonete Ministro.

A Polícia Civil investiga duas linhas principais sobre a origem do metanol nas bebidas adulteradas. A primeira sugere que o metanol poderia ter sido utilizado para higienizar garrafas reutilizadas que não passaram pelo processo de reciclagem adequado. A segunda hipótese considera a possibilidade de que o metanol tenha sido adicionado intencionalmente para aumentar o volume de bebidas falsificadas. O governador Tarcísio de Freitas apontou que os falsificadores podem ter tentado adicionar etanol puro sem saber da contaminação por metanol.

Por sua vez, a Polícia Federal mantém todas as possibilidades em aberto. Durante uma coletiva nesta terça-feira (7), o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, mencionou a investigação sobre uma possível conexão entre o metanol encontrado e combustíveis fósseis. Ele destacou que muitos tanques contendo metanol foram abandonados após uma megaoperação contra o crime organizado no setor de combustíveis realizada no final de agosto.

"Se esse metanol tiver origem em combustíveis fósseis, é uma hipótese relevante para nossa investigação", afirmou Lewandowski ao anunciar a criação de um comitê informal voltado para enfrentar a crise do metanol.


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