Decisão de Tarcísio de Freitas visa manter valores e disciplina na educação estadual

Marina Roveda Publicado em 13/07/2023, às 08h06
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), surpreendeu ao anunciar, na noite desta quarta-feira (12), que ampliará o programa de escolas cívico-militares no estado e criará um programa próprio, após o Ministério da Educação anunciar o fim do programa nacional. Essa decisão ocorre em meio a uma polêmica entre os governos federal e estadual sobre o futuro das escolas cívico-militares.
O programa nacional, implantado durante o governo de Jair Bolsonaro, tem como objetivo transformar escolas públicas em unidades com uma gestão compartilhada entre educadores e militares, buscando promover uma maior disciplina e ordem no ambiente escolar. No entanto, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende encerrar o projeto até o final deste ano letivo.
Tarcísio de Freitas argumentou, em suas redes sociais, que as escolas cívico-militares são fundamentais para transmitir valores corretos aos jovens e ressaltou a importância dessas instituições para o estado de São Paulo. Ele anunciou que irá editar um decreto para a educação estadual, expandindo o programa e criando um modelo próprio para o estado.
Segundo dados do Ministério da Educação (MEC), São Paulo conta atualmente com 13 unidades de escolas cívico-militares, e em todo o Brasil são aproximadamente 200 escolas nesse formato. Embora representem cerca de 0,1% do total de escolas do país, o programa tem despertado debates acalorados sobre seus impactos na educação e no modelo de gestão escolar.
A iniciativa visa garantir uma educação pautada em valores e disciplina, buscando proporcionar um ambiente adequado para o desenvolvimento dos estudantes. Resta acompanhar como o programa estadual será implementado e quais serão os seus resultados no sistema educacional paulista.
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