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INOVAÇÃO

Free Flow: entenda o novo pedágio sem cancelas em São Paulo

O pedágio Free Flow, usado em países como EUA e Chile, permite cobrança automática sem a necessidade de praças físicas

Entenda o novo pedágio sem cancelas em São Paulo - Imagem: Divulgação / CCR
Entenda o novo pedágio sem cancelas em São Paulo - Imagem: Divulgação / CCR

William Oliveira Publicado em 22/12/2025, às 07h00


Em São Paulo, motoristas que circulam pela Rodovia Presidente Dutra já experimentam o futuro dos pedágios com a implementação do sistema “Free Flow”. A tecnologia de fluxo livre elimina as praças de pedágio, prometendo fluidez no trânsito, economia de tempo e um novo modelo de cobrança baseado na quilometragem percorrida.

Desde a sanção da lei em 2021, o sistema Free Flow vem ganhando espaço, principalmente nas regiões Sul e Sudeste do país. O modelo representa o fim das longas filas e cancelas, substituindo-as por pórticos de cobrança automática que garantem que o tráfego não seja interrompido.

Atualmente, a utilização do Free Flow está concentrada nas regiões Sul e Sudeste, com destaque para São Paulo e Rio de Janeiro. Confira os principais locais em operação:

  • Rio Grande do Sul: seis pórticos operados pela concessionária Caminhos da Serra Gaúcha, localizados em Antônio Prado, São Sebastião do Caí, Farroupilha, Ipê, Capela de Santana e Carlos Barbosa.
  • Rio de Janeiro: instalados na Rodovia Rio-Santos (CCR), em Paraty (km 538), Mangaratiba (km 447) e Itaguaí (km 414).
  • Minas Gerais: um pórtico em Monte Sião, operado pela EPR Sul de Minas.

A principal promessa da tecnologia é a eficiência: ao manter a velocidade da via, o sistema reduz o consumo de combustível e a emissão de poluentes, além de economizar tempo dos motoristas.

Tecnologia e cobrança

Os pórticos do Free Flow são equipados com câmeras de alta resolução e sensores de radiofrequência que identificam veículos em segundos. A cobrança funciona de duas formas:

  1. Leitura da TAG: Motoristas que utilizam dispositivos como Sem Parar, ConectCar ou Veloe têm o valor debitado automaticamente, muitas vezes com desconto de 5%.
  2. Leitura da placa: Veículos sem TAG têm a placa lida automaticamente, e o motorista deve pagar a tarifa em até 30 dias após a passagem.

O não pagamento caracteriza infração grave, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (Art. 209), com multa de R$ 195,23, cinco pontos na CNH e encargos adicionais. Algumas liminares judiciais têm impedido a aplicação imediata de multas devido a falhas sistêmicas, mas a obrigação de pagar permanece.

Formas de pagamento para veículos sem TAG:

  • Online: pelo site da concessionária (pedagiodigital.com) ou aplicativo da operadora.
  • Presencial/Alternativo: totens de autoatendimento e redes credenciadas, como postos de serviço.

A Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN) desenvolve integração com a Carteira Digital de Trânsito (CDT) para unificar o pagamento de todas as tarifas Free Flow.

Operação em São Paulo

O estado tem investido em um modelo inteligente de tarifação por trecho percorrido. Na Rodovia Presidente Dutra, no trecho urbano entre São Paulo (Marginal Tietê) e Arujá, o valor da tarifa varia conforme a distância percorrida pelos 21 pórticos instalados. O preço também é dinâmico, mais alto em horários de pico e feriados prolongados, sendo exibido em tempo real em placas eletrônicas.

Trechos em operação no estado:

  • Rodovia Presidente Dutra (CCR RioSP): São Paulo (Marginal Tietê) a Arujá, cobrança por distância percorrida na Pista Expressa.
  • Rodovia Laurentino Mascari (SP-333): pórtico em Itápolis.
  • Rodovia Carlos Tonanni (SP-333): trecho entre Sertãozinho e Jaboticabal.
  • Rodovia dos Tamoios (CCR): Contorno Sul, km 13+500, em Caraguatatuba.

Carros alugados seguem o mesmo modelo de cobrança, mas o pagamento é gerenciado pela locadora, que repassa o custo ao cliente e pode aplicar taxas administrativas.


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