Manifestação ocorreu nos blocos K e L da administração central da universidade e faz parte da mobilização estudantil que cobra melhorias na permanência estudantil, reajuste do PAPFE e mudanças na qualidade das refeições servidas no restaurante universitário.

Ana Beatriz Publicado em 10/06/2026, às 09h12
Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) ocuparam as portarias dos blocos K e L em protesto por melhorias nas políticas de permanência estudantil e maior diálogo com a reitoria, em um ato que intensifica a mobilização estudantil na instituição.
As principais reivindicações incluem a qualidade das refeições do restaurante universitário, o valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE) e a necessidade de um reajuste que reflita o custo de vida em São Paulo, especialmente para alunos em situação de vulnerabilidade econômica.
A reitoria apresentou propostas para atender algumas demandas, como reajustes no PAPFE e melhorias nos restaurantes, mas os estudantes consideram as medidas insuficientes, exigindo a reabertura do diálogo para encerrar as mobilizações e resolver a tensão entre as partes.
Um grupo de estudantes da Universidade de São Paulo (USP) ocupou, na noite desta segunda-feira, 8 de junho, as portarias dos blocos K e L da administração central da instituição, na Cidade Universitária, zona oeste da capital paulista. O ato faz parte da mobilização estudantil que reivindica melhorias nas políticas de permanência estudantil e maior diálogo com a reitoria.
Segundo os organizadores do protesto, a ocupação foi motivada por três pontos principais: a qualidade das refeições oferecidas no restaurante universitário, o valor pago pelo Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE) e as dificuldades enfrentadas pelos estudantes nas negociações com a administração da universidade.
A manifestação ocorre em um contexto de mobilização estudantil que se estende há várias semanas na USP. Os estudantes afirmam que o atual valor das bolsas de permanência não acompanha o custo de vida em São Paulo e defendem um reajuste mais amplo para garantir condições de estudo aos alunos em situação de vulnerabilidade econômica.
Outro foco das reivindicações envolve o funcionamento dos restaurantes universitários. Integrantes do movimento estudantil alegam problemas relacionados à qualidade das refeições e ao modelo de gestão do serviço, além de defenderem maior participação dos alunos nas decisões sobre a política de assistência estudantil.
Nos últimos encontros entre representantes dos estudantes e a reitoria, a universidade apresentou propostas que incluem reajustes no PAPFE, ampliação de benefícios e medidas voltadas à melhoria dos restaurantes universitários. Entre elas estão a criação de grupos de trabalho para acompanhar a qualidade da alimentação, contratação de novos funcionários e expansão da oferta de refeições. Entretanto, os estudantes consideram que as medidas ainda são insuficientes.
A relação entre o movimento estudantil e a administração da USP se deteriorou após a interrupção das mesas de negociação, situação que motivou novos atos e ocupações dentro do campus. Os manifestantes afirmam que a reabertura do diálogo é uma das principais condições para o encerramento das mobilizações.
A reitoria, por sua vez, sustenta que tem apresentado propostas para atender parte das demandas e defende a manutenção das atividades acadêmicas e administrativas da universidade. Em manifestações anteriores, a administração classificou invasões e ocupações de prédios públicos como incompatíveis com o ambiente universitário e afirmou priorizar o diálogo institucional.
A ocupação dos blocos K e L reforça o clima de tensão entre estudantes e administração da maior universidade pública do país e amplia o debate sobre políticas de assistência estudantil, permanência universitária e financiamento da educação superior pública.
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