Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, foi morto em 20 de novembro de 2024 em um hotel na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, durante uma abordagem policial

William Oliveira Publicado em 02/12/2025, às 07h34
Os pais de Marco Aurélio Cardenas Acosta, estudante de Medicina assassinado durante uma abordagem policial no ano passado, receberam o diploma póstumo do filho na quarta-feira (27). A cerimônia, marcada por forte emoção e uma salva de palmas, ocorreu durante a Colação de Grau de sua turma na Universidade Anhembi-Morumbi, em São Paulo.
O pai do jovem, Julio Cesar Acosta Navarro, descreveu o ato como “um sonho lindo dentro de uma vida de pesadelo”, lembrando o desejo do filho de concluir o curso e se especializar em Neonatologia.
No momento, o processo judicial envolvendo a morte do estudante segue sem definição. A Justiça paulista negou recentemente o pedido de prisão preventiva dos policiais militares Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado, envolvidos na ocorrência.
A decisão, assinada pela juíza Luciana Menezes Scorza, argumenta que não houve apresentação de novas provas que justificassem a prisão ou o monitoramento eletrônico dos investigados. A magistrada também rejeitou o pedido de afastamento dos PMs das funções públicas, delegando essa responsabilidade à hierarquia da corporação.

O processo ainda não determinou se os réus irão a julgamento pelo Tribunal do Júri. As partes devem apresentar suas alegações finais por escrito após a última audiência, realizada na quarta-feira (9 de outubro).
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou que um dos policiais já havia sido indiciado por homicídio doloso e permanece afastado das atividades operacionais.
Marco Aurélio, de 22 anos, foi morto em 20 de novembro de 2024 em um hotel na Vila Mariana, zona sul da capital, após um confronto com policiais militares. A versão inicial dos agentes alegava que o estudante estaria exaltado e teria tentado tomar a arma de um dos soldados.
Entretanto, imagens das câmeras internas do hotel contradizem o relato, revelando que o disparo fatal — efetuado pelo soldado Augusto — ocorreu após uma “sequência confusa” durante a abordagem.
A SSP informou que as imagens das câmeras corporais usadas pelos policiais também estão sendo analisadas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que conduz o inquérito.
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