Diário de São Paulo
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Empresário fuzilado pelo PCC em Guarulhos lavou R$ 30 milhões para a facção

Antonio Vinicius Lopes Gritzbach, foi o empresário que ajudou a derrubar e delatar os chefões do PCC por esquemas milionários

Na tarde de sexta-feira (8), Antonio Vinicius Lopes Gritzbach foi morto a tiros no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. - Imagem: Reprodução / RECORD | Reprodução / Polícia Civil
Na tarde de sexta-feira (8), Antonio Vinicius Lopes Gritzbach foi morto a tiros no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. - Imagem: Reprodução / RECORD | Reprodução / Polícia Civil

por Marina Milani

Publicado em 09/11/2024, às 10h02


Na tarde de sexta-feira (8), Antonio Vinicius Lopes Gritzbach foi morto a tiros no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em uma possível queima de arquivo. Vinícius, de 38 anos, havia delatado esquemas criminosos do Primeiro Comando da Capital (PCC) ao Ministério Público (MP) e, segundo fontes, era ameaçado de morte pela facção.

Réu em um processo de lavagem de dinheiro do tráfico, Gritzbach movimentava milhões em imóveis e postos de gasolina para o PCC. Recentemente, colaborou com o MP, revelando pistas sobre a atuação do grupo e prometendo mais informações. Fontes da Polícia Federal apontam que sua execução pode ter sido motivada por vingança, pois o empresário tinha conhecimento de que integrantes do PCC estavam cientes de sua colaboração.

O ataque ocorreu no Terminal 2 do aeroporto. Vinícius, que retornava de Goiás com a namorada, foi atingido por tiros de fuzil disparados de dentro de um Gol preto. O empresário chegou a ser atendido pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos. Além dele, dois motoristas de aplicativo e uma mulher na calçada também foram feridos.

O que levou ao assassinato

Vinícius era corretor de imóveis na zona leste de São Paulo e envolvia-se em negócios escusos com Anselmo Becheli Santa Fausta, o "Cara Preta", um dos principais financiadores do PCC. Cara Preta movimentava milhões e confiava a Vinícius a lavagem do dinheiro em imóveis e criptomoedas. Em 2021, os dois romperam após uma dívida de R$ 200 milhões, o que resultou na morte de Cara Preta e de seu motorista em uma emboscada. Segundo o MP, Vinícius foi o mandante do crime.

Investigação e segurança

O MP revelou que ofereceu proteção a Vinícius, mas ele recusou. No momento do ataque, ele contava com quatro seguranças — três dos quais ficaram retidos quando o carro quebrou a caminho do aeroporto. A namorada de Vinícius fugiu antes da chegada da polícia e será interrogada pelo DHPP.


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