Diário de São Paulo
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Vinícius Gritzbach

Drone da Polícia Civil é derrubado em operação contra Comando Vermelho após assassinato no Aeroporto

Kauê do Amaral é o foco das investigações, com indícios de que ele pode ter recebido apoio do Comando Vermelho no assassinato de Gritzbach

A força-tarefa investiga o papel de Kauê no assassinato de Gritzbach e suas conexões com facções criminosas. - Imagem: Divulgação | Reprodução / Câmera de segurança
A força-tarefa investiga o papel de Kauê no assassinato de Gritzbach e suas conexões com facções criminosas. - Imagem: Divulgação | Reprodução / Câmera de segurança

por Marina Milani

Publicado em 19/01/2025, às 10h12


Um recente incidente envolvendo o Comando Vermelho (CV), a mais influente facção criminosa do Rio de Janeiro, resultou na derrubada de um drone da Polícia Civil paulista. O equipamento estava sobrevoando a comunidade da Vila Cruzeiro em busca de informações sobre Kauê do Amaral Coelho, considerado um olheiro crucial no assassinato do corretor de imóveis Vinícius Gritzbach, um conhecido adversário do Primeiro Comando da Capital (PCC).

O assassinato de Gritzbach ocorreu em 8 de novembro do ano passado, quando ele foi alvejado com dez disparos de fuzil ao desembarcar no Aeroporto de Guarulhos, vindo de Maceió. Câmeras de segurança registraram a presença de Kauê no terminal, onde ele permaneceu por horas em contato telefônico. As autoridades acreditam que ele desempenhou um papel fundamental ao alertar os atiradores sobre a chegada da vítima.

A força-tarefa encarregada da investigação conseguiu, por meio da análise dos dados dos celulares de Kauê e outros suspeitos, traçar sua fuga para o Rio de Janeiro. Essa fuga teria sido facilitada por sua namorada, Jacqueline Moreira, que foi detida no dia 16 de janeiro, e pelo amigo Marcos Brito, preso no dia seguinte.

A delegada Ivalda Aleixo, responsável pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), revelou que há indícios de que Kauê foi visto na Vila Cruzeiro. A polícia investiga se ele manteve algum contato com membros do CV durante seu tempo na comunidade.

"Ele estava em uma área onde nossa equipe atuou entre o Natal e o dia 24 de dezembro. É evidente que alguém o orientava a permanecer em determinados limites territoriais", afirmou a delegada em coletiva. Ela também comentou sobre o apoio recebido da Polícia Civil do Rio até certo ponto, mas ressaltou os riscos envolvidos nas operações na Vila Cruzeiro, uma área conhecida por abrigar criminosos de diversas regiões.

Ainda segundo Ivalda Aleixo, existem indícios que sugerem que Kauê pode ter deixado o Rio de Janeiro, embora seu paradeiro permaneça desconhecido até o momento.

Além de Jacqueline e Marcos, outras pessoas foram presas no ano anterior sob a suspeita de auxiliar na fuga do olheiro. Entre elas estão Matheus Augusto Castro Mota, Matheus Soares Brito, Marco Henrique Soares Brito e Allan Pereira Soares; estes últimos foram liberados logo após suas prisões. Há alegações que envolvem a possível manipulação por parte da polícia militar, incluindo a plantação de munição para justificar as detenções.

Na quinta-feira (16), uma operação realizada pela Corregedoria da Polícia Militar resultou na prisão de 15 policiais militares envolvidos na investigação do assassinato de Vinícius Gritzbach. Dentre os acusados está o cabo Denis Martins, identificado como um dos executores do crime no aeroporto. Os demais membros da equipe detida estavam encarregados da segurança da vítima.


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