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“Desumano”, diz PCD após ser impedida de usar cadeira de rodas em aeroporto de Guarulhos

Mulher com distrofia muscular relata humilhação ao ter mobilidade limitada em terminal aéreo

Após ser retirada de cadeira de rodas, jovem denuncia falta de empatia e preparo no atendimento a pessoas com deficiência - Imagem: Reprodução/@metropoles.sp
Após ser retirada de cadeira de rodas, jovem denuncia falta de empatia e preparo no atendimento a pessoas com deficiência - Imagem: Reprodução/@metropoles.sp

Gabriela Nogueira Publicado em 07/01/2026, às 11h29


Uma jovem com deficiência física será indenizada após viver uma situação de constrangimento no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Vitória Cristina da Cruz Scomparim, de 25 anos, teve o uso de uma cadeira de rodas negado enquanto aguardava a chegada de familiares no terminal e descreveu o episódio como humilhante e marcado pela ausência de empatia.

O caso ocorreu em janeiro de 2024, no Terminal 3. Vitória foi ao aeroporto acompanhada da mãe para buscar a irmã, que desembarcava de uma viagem internacional. Portadora de distrofia muscular, condição que compromete a locomoção, ela utilizava uma cadeira de rodas disponibilizada pelo próprio aeroporto para se deslocar pelo espaço.

Segundo o relato, após percorrer uma curta distância, a jovem foi abordada por um segurança que exigiu a devolução imediata do equipamento. A justificativa apresentada foi a de que a cadeira só poderia ser utilizada mediante solicitação prévia. Vitória tentou argumentar e pediu para retornar ao carro ainda usando a cadeira, mas não teve autorização.

Sem alternativa, a cadeira foi retirada e ela precisou se sentar em um banco comum do terminal, em um ambiente que descreveu como hostil e constrangedor. A mãe da jovem também tentou intervir, mas não obteve apoio da equipe responsável.

Vitória afirma que o episódio expôs não apenas a falha no atendimento, mas a falta de preparo humano para lidar com pessoas com deficiência. Segundo ela, ninguém se dispôs a oferecer ajuda ou buscar uma solução que preservasse sua dignidade.

A equipe do aeroporto informou que, caso quisesse utilizar uma cadeira de rodas, ela deveria portar o próprio equipamento. Para a jovem, a situação teve um impacto emocional profundo, ao ser privada de um recurso essencial à sua mobilidade em um espaço público.

A Justiça determinou o pagamento de indenização no valor de R$ 15 mil à passageira. O Aeroporto Internacional de Guarulhos não se manifestou.


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