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Extorsão milionária

Corregedoria prende policiais civis suspeitos de extorsão e ameaça de flagrante forjado em SP

Corregedoria prende policiais civis suspeitos de extorsão e ameaça de flagrante forjado em SP

Além das prisões, a operação 'Quina' apreendeu celulares e documentos, enquanto investigações continuam em São Paulo - Imagem: Divulgação
Além das prisões, a operação 'Quina' apreendeu celulares e documentos, enquanto investigações continuam em São Paulo - Imagem: Divulgação

Letícia Sales Publicado em 12/05/2026, às 08h13


A Corregedoria Geral da Polícia Civil de São Paulo, com apoio do Ministério Público, prendeu nesta terça-feira (12) quatro policiais civis suspeitos de envolvimento em um esquema de extorsão na Grande São Paulo. Segundo as investigações, os agentes teriam exigido R$ 1 milhão de um homem para não forjar um flagrante de tráfico de drogas contra ele.

Além das prisões temporárias, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2 milhões em bens dos investigados.

De acordo com a apuração, a vítima foi levada sem justificativa legal para a Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (DISE) de Carapicuíba, onde permaneceu sob pressão dos policiais. Os agentes teriam ameaçado incriminá-lo caso o valor exigido não fosse pago.

O homem só foi liberado depois que um familiar entregou R$ 303 mil em dinheiro vivo aos policiais durante um encontro em uma padaria de Barueri. Ainda segundo a investigação, a família teria assumido o compromisso de quitar o restante da quantia em pagamentos parcelados.

A operação, batizada de “Quina”, também cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados e em unidades policiais onde eles trabalhavam. Celulares, documentos e equipamentos eletrônicos foram apreendidos e serão analisados pela perícia.

As investigações apontam ainda que um segundo homem, também vítima de extorsão no esquema, participou do sequestro da mãe do ex-jogador Robinho.

Em nota, a Corregedoria afirmou que mantém “seu compromisso permanente com a legalidade, a ética, a transparência institucional e o combate rigoroso a quaisquer desvios de conduta funcional”.


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