Diário de São Paulo
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INVESTIGAÇÃO

Corpo encontrado em Embu-Guaçu é de PM desaparecido, afirma perícia

Fabrício Gomes Souza, de 40 anos, estava desaparecido há quatro dias e foi encontrado em um sítio na região metropolitana de São Paulo

Corpo foi identificado por impressões digitais - Imagem: Reprodução / Arquivo pessoal / Divulgação / Polícia Militar
Corpo foi identificado por impressões digitais - Imagem: Reprodução / Arquivo pessoal / Divulgação / Polícia Militar

William Oliveira Publicado em 12/01/2026, às 07h36


Na manhã deste domingo (11), um corpo foi encontrado em um sítio localizado em Embu-Guaçu, na região metropolitana de São Paulo. A Polícia Militar confirmou que a vítima é Fabrício Gomes Souza, policial militar de 40 anos, que estava desaparecido havia quatro dias.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Taboão da Serra, onde passou por exames e já foi liberado para sepultamento. O enterro está marcado para esta segunda-feira (12), no Cemitério Cerejeiras, no bairro Jardim Ângela, zona sul da capital paulista.

Segundo a PM, a identificação foi feita por meio de impressões digitais, já que não foi possível o reconhecimento visual, o que acabou prolongando o procedimento. A corporação informou ainda que a família do policial está recebendo apoio institucional, além do suporte de amigos e de um advogado.

Desaparecimento

Fabrício foi visto pela última vez na quarta-feira (7), em uma adega localizada na zona sul de São Paulo, onde teria se envolvido em uma discussão com um suposto traficante. A polícia tenta obter as imagens das câmeras de segurança do estabelecimento para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.

No dia seguinte ao desaparecimento, o veículo do policial foi encontrado carbonizado em uma área de mata em Itapecerica da Serra. Já na madrugada de domingo, o corpo foi localizado em uma região semelhante, em Embu-Guaçu, a cerca de 15 quilômetros do ponto onde o carro havia sido abandonado. As investigações apuram indícios de que o policial possa ter sido vítima de um “tribunal do crime”.

Até o momento, quatro pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no caso. Três delas foram detidas na sexta-feira (9) e estariam entre as últimas a ter contato com Fabrício antes do desaparecimento. O quarto preso é o proprietário do sítio onde o corpo foi encontrado. O caseiro do local chegou a ser detido, mas foi liberado após a polícia descartar sua participação no crime.


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