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SEGURANÇA

Casal de mulheres é encontrado morto em área de mata em São Vicente, nove dias após desaparecer em Praia Grande

Ieda Aparecida Simplicio, de 62 anos, e Fabiana de Fátima Nogueira, de 47, tinham um relacionamento e foram vistas pela última vez na noite de 9 de julho; polícia investiga o caso

Avançado estado de decomposição impede identificação imediata; exames necroscópicos serão realizados para esclarecer o caso - Imagem: Reprodução/Arquivo Pessoal
Avançado estado de decomposição impede identificação imediata; exames necroscópicos serão realizados para esclarecer o caso - Imagem: Reprodução/Arquivo Pessoal

Letícia Sales Publicado em 19/07/2026, às 08h50


Ieda Aparecida Simplicio, de 62 anos, e Fabiana de Fátima Nogueira, de 47, foram encontradas mortas neste sábado (18), enterradas em uma área de mata no bairro Samaritá, em São Vicente (SP). Os corpos foram localizados nove dias depois de o casal desaparecer em Praia Grande (SP), e a Polícia Civil agora investiga as circunstâncias da morte das duas.

Buscas e reconhecimento

Familiares acompanharam de perto o trabalho do Corpo de Bombeiros durante as buscas do fim de semana e reconheceram os corpos do casal no local. Na mesma cova, os bombeiros também encontraram parte de um crânio humano, que ainda será periciado para que se descubra a identidade.

De acordo com o boletim de ocorrência obtido pelo g1, o avançado estado de decomposição das vítimas impediu que a causa da morte fosse esclarecida ainda no local. Os corpos serão submetidos a exames necroscópicos para elucidar o que aconteceu.

Os últimos passos do casal

Ieda e Fabiana desapareceram na noite do dia 9 de julho, após saírem de um encontro com uma amiga e com a irmã mais velha de Fabiana. Na ocasião, disseram apenas que iriam "resolver algumas coisas" — e não deram mais detalhes antes de sumir.

Luana Thais Faria, de 19 anos, irmã de Fabiana e que morava com o casal, relatou ao g1 como foram as últimas horas das duas. Naquele dia, Luana, a irmã mais velha, Ieda e Fabiana almoçaram juntas. Depois, o casal e a irmã mais velha seguiram para a casa de uma amiga, onde permaneceram até por volta das 23h. Quando a irmã mais velha foi embora com o filho pequeno, Ieda e Fabiana avisaram que ainda sairiam para resolver pendências.

As últimas mensagens trocadas pelo casal por aplicativo foram enviadas às 23h37. Depois desse horário, os celulares pararam de atender chamadas. Testemunhas disseram à família que viram as duas pela última vez ainda naquela noite, no bairro Samaritá, em São Vicente — mesma região onde os corpos acabariam sendo encontrados dias depois.

O sumiço só chamou a atenção da família no dia seguinte, 10 de julho, quando Ieda e Fabiana não apareceram para o trabalho que faziam como entregadoras por aplicativo. Sem conseguir contato e com os telefones desligados, os familiares decidiram procurar a polícia.

O carro abandonado

No dia 11, a família foi a uma delegacia, mas foi orientada a retornar apenas na segunda-feira seguinte, dia 13, para formalizar o boletim de ocorrência. Ainda naquele mesmo dia, porém, um contato feito ao telefone 190 revelou uma pista importante: a Polícia Militar informou à família sobre um carro abandonado nas proximidades do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Praia Grande.

A irmã mais velha de Fabiana foi até o local e confirmou que o veículo pertencia ao casal. O carro estava com as portas abertas, e dentro dele a família encontrou documentos, bolsas, chaves e o celular de uma das mulheres — o outro aparelho nunca foi localizado.

Como ainda não havia um boletim de ocorrência formal registrado na Polícia Civil, Luana contou que a PM orientou a família a retirar o carro do local. Os corpos das duas só seriam encontrados dias depois, na área de mata em São Vicente.


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