Com gol de Ferrán Torres aos 106 minutos, seleção espanhola vence a Argentina por 1 a 0, frustra a busca pelo bicampeonato de Messi e encerra a maior Copa da história com domínio absoluto em campo.

Ana Beatriz Silva Publicado em 19/07/2026, às 19h27
A seleção espanhola conquistou seu segundo título mundial ao vencer a Argentina por 1 a 0 na final da Copa do Mundo de 2026, com um gol de Ferrán Torres na prorrogação, encerrando o sonho argentino de um bicampeonato consecutivo.
A Espanha dominou a partida, finalizando 15 vezes e mantendo a Argentina sem chutes a gol durante o tempo regulamentar, enquanto o goleiro Dibu Martínez fez um recorde de 10 defesas em uma final.
Com a vitória, a Espanha se tornou o primeiro país a ter simultaneamente os títulos mundiais masculino e feminino, além de marcar o encerramento da primeira Copa do Mundo com 48 seleções, que teve um total de 104 partidas e 308 gols.
A Espanha é novamente campeã do mundo. Em uma final marcada por tensão, domínio técnico e forte carga simbólica, a seleção espanhola venceu a Argentina por 1 a 0 neste domingo, 19 de julho de 2026, no estádio de Nova York e Nova Jersey, em East Rutherford, e conquistou o segundo título mundial de sua história. O gol decisivo foi marcado por Ferrán Torres, aos 106 minutos, já no segundo tempo da prorrogação.
O resultado encerrou o sonho argentino de conquistar o bicampeonato consecutivo e colocou fim ao conto de fadas que cercava Lionel Messi em uma possível última participação em Copas do Mundo. Do outro lado, a Espanha confirmou em campo a força de uma geração que mistura experiência, intensidade e juventude, com nomes como Rodri, Dani Olmo, Nico Williams, Pedri e Lamine Yamal.
A final começou com a Espanha impondo o seu estilo. A equipe controlou a posse de bola, pressionou a saída argentina e encontrou em Lamine Yamal uma das principais válvulas de escape pelo lado direito. Logo aos 4 minutos, o jovem atacante tabelou com Dani Olmo, invadiu a área e obrigou Dibu Martínez a trabalhar. A Argentina tentou responder com Messi, mas o camisa 10 foi bem marcado e teve pouca liberdade para organizar o jogo.
Ainda no primeiro tempo, a Espanha criou as melhores chances. Oyarzabal arriscou de fora da área, Cucurella levou perigo em chute cruzado e a defesa argentina precisou se desdobrar para segurar o empate. A Argentina, por sua vez, teve dificuldades para ligar o meio ao ataque e viu Unai Simón atuar quase como líbero em alguns momentos para cortar lançamentos longos.
O intervalo também chamou atenção. Por causa do show realizado entre os tempos, os jogadores ficaram cerca de 27 minutos nos vestiários, tempo superior aos 15 minutos tradicionais. A pausa fez parte da aposta da Fifa em transformar a decisão em um grande espetáculo global, com atrações musicais e forte presença de celebridades.
Na volta para o segundo tempo, o roteiro se manteve. A Espanha continuou superior e empilhou oportunidades. Dani Olmo, Ferrán Torres, Pedri, Rodri e Nico Williams pararam em Dibu Martínez, que se transformou no grande responsável por manter a Argentina viva. Segundo a AP, o goleiro argentino fez 10 defesas na partida, número apontado como recorde para uma final de Copa do Mundo.
A situação argentina ficou ainda mais complicada nos acréscimos do tempo regulamentar. Enzo Fernández fez falta dura em Pau Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Com um jogador a menos, a Argentina conseguiu levar a decisão para a prorrogação, mas já dava sinais claros de desgaste físico e emocional.
Nos 90 minutos, o domínio espanhol foi quase absoluto. A Espanha finalizou 15 vezes e teve 9 escanteios, enquanto a Argentina terminou o tempo regulamentar sem nenhuma finalização. Mesmo assim, a partida seguiu sem gols graças à atuação de Dibu Martínez e à resistência defensiva da seleção comandada por Lionel Scaloni.
Na prorrogação, a Espanha continuou pressionando. Nico Williams chegou a marcar, mas o lance foi anulado por falta na origem da jogada. Pouco depois, a insistência finalmente virou gol. Aos 106 minutos, Pedro Porro cruzou pela direita, Nico Williams ajeitou de cabeça e Ferrán Torres apareceu na área para finalizar de perna esquerda, vencendo Dibu Martínez e colocando a Espanha em vantagem.
A Argentina ainda tentou uma reação no fim. Messi buscou participar mais, Tagliafico chegou perto em uma bola cruzada e Simeone teve uma chance nos acréscimos, mas a defesa espanhola resistiu. Quando o árbitro apitou o fim da partida, a Espanha confirmou o bicampeonato mundial e voltou ao topo do futebol 16 anos depois da conquista de 2010.
Além do peso esportivo, o título espanhol entrou para a história por outro motivo. Com a vitória, a Espanha se tornou o primeiro país a deter simultaneamente os títulos mundiais masculino e feminino. A conquista também fechou a primeira Copa do Mundo com 48 seleções, disputada em Estados Unidos, Canadá e México, em uma edição que teve 104 partidas, 308 gols e premiação recorde para a campeã.
Para Messi e a Argentina, a derrota deixa um gosto amargo. A seleção chegou à final como atual campeã mundial, carregando a expectativa de mais um capítulo épico para o camisa 10. Mas, desta vez, a história foi escrita pela Espanha. Em uma decisão de gerações, a equipe de Lamine Yamal, Ferrán Torres e companhia superou a Argentina de Messi e transformou o domínio em taça.
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