Prefeitura permite recarga antecipada de até R$ 500 no Bilhete Único comum para manter tarifa antiga

por Marina Milani
Publicado em 05/01/2026, às 08h13
Os usuários do Bilhete Único em São Paulo têm até 23h59 desta segunda-feira (5) para realizar recarga e garantir o valor antigo da passagem de ônibus, R$ 5,00, por até 180 dias. A partir da 0h desta terça-feira (6), a tarifa na capital paulista será reajustada para R$ 5,30.
De acordo com as regras da Prefeitura de São Paulo, usuários do Bilhete Único comum podem antecipar até R$ 500 em créditos, o equivalente a 100 passagens, mantendo o valor antigo até o término do saldo ou do prazo de seis meses — o que ocorrer primeiro.
No caso do vale-transporte, o limite de recarga antecipada é de R$ 1.000. Quem efetuar o carregamento dentro do prazo também poderá utilizar os créditos pelo valor antigo durante o mesmo período de 180 dias.
O reajuste de R$ 0,30, correspondente a um aumento de 6%, foi definido pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) no último dia 29 de dezembro. A gestão municipal afirma que o percentual ficou abaixo do índice de inflação do IPC-Fipe Transporte Coletivo, que acumulou 6,5% no ano. Ainda assim, o aumento supera o IPCA, que registra inflação de 4,5% em 12 meses até novembro.
Em nota, a prefeitura argumenta que a capital paulista mantém uma das tarifas mais baixas do país entre grandes cidades e destaca que o Bilhete Único permite até quatro integrações em ônibus dentro de três horas, sem custo adicional.
Segundo a administração municipal, o reajuste foi necessário para manter o equilíbrio financeiro do sistema. Apenas em 2025, o subsídio da prefeitura ao transporte por ônibus ultrapassou R$ 6 bilhões, o maior da história da cidade.
Dados oficiais apontam que, até outubro, os custos das empresas do sistema cresceram R$ 492 milhões, enquanto a arrecadação com tarifas aumentou apenas R$ 410 milhões no mesmo período. O custo total do transporte municipal em 2025 já soma R$ 10,34 bilhões, contra uma arrecadação tarifária de R$ 4,3 bilhões.
Outro fator de pressão para 2026 é a revisão quadrienal dos contratos com as concessionárias, que pode elevar os custos do sistema em quase 10%, segundo estudo da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes.
Além dos ônibus municipais, as tarifas de metrô e trens metropolitanos também sobem nesta terça-feira, passando de R$ 5,20 para R$ 5,40.
Na Região Metropolitana, cidades que integram o Consórcio Intermunicipal da Região Oeste (CIOESTE) — como Osasco, Barueri, Carapicuíba, Jandira e Itapevi — anunciaram reajuste de R$ 5,80 para R$ 6,10, válido a partir de 5 de janeiro. O aumento é de 5,2%, acima da inflação acumulada em 12 meses.
Os prefeitos afirmam que a medida foi tomada com base em critérios técnicos, visando recompor custos operacionais e manter a qualidade do serviço.
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