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Ato na Avenida Paulista cobra aprovação do PL da Misoginia

Proposta avançou no Senado e aguarda análise da Câmara; mobilização reuniu mais de 10 mil pessoas em São Paulo, segundo organizadores

Mulheres lideraram manifestação em defesa do projeto que equipara misoginia ao racismo - Imagem: Bruno Santos | Folhapress
Mulheres lideraram manifestação em defesa do projeto que equipara misoginia ao racismo - Imagem: Bruno Santos | Folhapress

Lívia Gennari Publicado em 25/04/2026, às 20h59


Manifestantes ocuparam a Avenida Paulista, na região central de São Paulo, na tarde deste sábado (25), em um ato que pediu a aceleração da tramitação do projeto de lei que equipara a misoginia ao crime de racismo. A mobilização foi organizada pelo coletivo Levante Mulheres Vivas e também ocorreu em outras cidades do país.

Segundo os organizadores, mais de 10 mil pessoas participaram da manifestação na capital paulista. A concentração começou por volta das 14h, em frente ao vão livre do Masp, e seguiu pela avenida com cartazes e palavras de ordem, em sua maioria conduzidas por mulheres. O trânsito não precisou ser interditado.

O projeto já foi aprovado pelo Senado e agora aguarda análise na Câmara dos Deputados. O texto prevê enquadrar a misoginia — definida como ódio, desprezo ou hostilidade contra mulheres baseada na ideia de inferioridade do gênero feminino — como crime equiparado ao racismo.

Na última sexta-feira (24), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), criou um grupo de trabalho para discutir a proposta. O colegiado será coordenado pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP) e terá prazo de 45 dias para apresentar um relatório.

O grupo reunirá parlamentares de diferentes partidos e poderá promover audiências públicas e reuniões com especialistas e representantes da sociedade civil. Embora não tenha poder de decisão final, o GT deve construir um texto de consenso que possa acelerar a tramitação da proposta no plenário.

Parlamentares como Érika Hilton (PSOL) e Sâmia Bomfim (PSOL) participaram do ato. Para o,s organizadores, a mobilização busca pressionar o Congresso a dar prioridade ao tema e avançar na criminalização da misoginia no país.


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