Processo solicita restabelecimento imediato do serviço e multa diária em caso de descumprimento

Gabriela Nogueira Publicado em 12/12/2025, às 20h06
O Ministério Público de São Paulo e a Defensoria Pública do Estado ingressaram com uma ação civil pública contra a Enel Distribuição São Paulo após o apagão que atingiu a região metropolitana desde o último dia 10. O blecaute, provocado por um vendaval de grandes proporções, deixou milhões de residências sem energia e gerou uma onda de reclamações de consumidores.
Na ação, os órgãos apontam falhas repetidas na prestação do serviço e afirmam que a concessionária não tem garantido níveis mínimos de eficiência, continuidade e adequação. Um dos principais alvos da crítica é a falta de informações claras sobre os prazos de religação, o que, segundo o MP e a Defensoria, agravou a sensação de abandono vivida pela população afetada.
Em caráter emergencial, os autores pedem que a Justiça determine o restabelecimento imediato da energia nas unidades ainda sem fornecimento, com prazo máximo de quatro horas para a normalização. Caso a decisão não seja cumprida, a ação sugere a aplicação de multa de R$ 200 mil por hora. Também é solicitada a entrega de um relatório detalhado, com dados sobre as interrupções e a identificação das unidades atingidas.
Números divulgados pela própria Enel indicam que, no momento mais crítico da ocorrência, cerca de 2,2 milhões de imóveis ficaram sem eletricidade. Mesmo dois dias após o início do apagão, mais de 700 mil residências ainda enfrentavam a falta de energia.
A ação reforça que fenômenos climáticos como chuvas intensas e ventos fortes não podem ser tratados como justificativa para a interrupção prolongada do serviço. Para o MP e a Defensoria, a concessionária deve estar preparada para lidar com eventos previsíveis, sobretudo em períodos do ano historicamente marcados por instabilidade climática.
A coordenadora do Núcleo Especializado de Defesa do Consumidor destacou a importância de os moradores documentarem os prejuízos sofridos. A orientação é guardar fotos, vídeos, protocolos de atendimento e notas fiscais de produtos perdidos ou adquiridos durante o período sem energia, documentos que podem embasar futuros pedidos de indenização.
Esta não é a primeira vez que a Enel se torna alvo de questionamentos judiciais. Em dezembro do ano passado, a concessionária já havia sido acionada por falhas semelhantes registradas em outra interrupção de grande impacto. Na ocasião, a ação buscava reparação aos consumidores e medidas para evitar novos episódios.
O volume de queixas também chamou a atenção dos órgãos de defesa do consumidor. Entre os dias 10 e 12, o Procon-SP registrou mais de 500 reclamações contra a empresa, a maioria relacionada diretamente aos efeitos do vendaval e à demora no restabelecimento da energia.
A Defensoria Pública informou que segue acompanhando o caso e permanece disponível para prestar atendimento individual aos consumidores que tiveram prejuízos em decorrência do apagão.
Leia também

Nova namorada de Manoel Gomes, o Caneta Azul, faz revelação sobre vida íntima do casal

Relembre a Lei Mariana Ferrer, criada após revolta com audiência do caso

Caso Palmeiras: Laudo do IML não aponta lesões corporais, mas Polícia Civil mantém investigação de suposto abuso infantil

Polícia estoura canil clandestino na Zona Leste de SP e resgata mais de cem felinos de raça

Investigado por suposta falsificação de peças de luxo já foi denunciado pelo GAECO em caso de roubo de cargas

Cristiano Ronaldo se incomoda com pergunta sobre Messi e se recusa a responder

Justiça condena Nego Di a mais de 14 anos de prisão em novo caso

Cristiano Ronaldo faz história e Portugal atropela o Uzbequistão na Copa do Mundo

Infantino confirma presença de Trump na final da Copa de 2026 e diz que presidente dos EUA entregará taça ao campeão

Seleção do Irã pede paz entre nações em carta deixada no vestiário após jogo da Copa