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Turquia 'nunca pede permissão' para suas operações militares na Síria, afirma chanceler

Declaração se deu após bombardeio a uma egião síria que foi atribuído aos turcos

Mevlut Cavusoglu, ministro das Relações Exteriores da Turquia, durante encontro do G20 - Imagem: Reprodução | G1 via A Turquia "nunca pede permissão" a ninguém antes de lançar uma operação militar na Síria, alertou o ministro das Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu, nesta quinta-feira (21).  "Podemos trocar ideias, mas nunca pedGrupo Bom Dia
Mevlut Cavusoglu, ministro das Relações Exteriores da Turquia, durante encontro do G20 - Imagem: Reprodução | G1 via A Turquia "nunca pede permissão" a ninguém antes de lançar uma operação militar na Síria, alertou o ministro das Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu, nesta quinta-feira (21). "Podemos trocar ideias, mas nunca pedGrupo Bom Dia

Publicado em 21/07/2022, às 07h58 Redação


A Turquia"nunca pede permissão" a ninguém antes de lançar uma operação militar na Síria, alertou o ministro das Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu, nesta quinta-feira (21).

"Podemos trocar ideias, mas nunca pedimos e nunca pediremos permissão para nossas operações militares contra o terrorismo", disse Cavusoglu em entrevista televisionada. "Pode acontecer uma noite, de repente", acrescentou.
Durante uma reunião com seus homólogos russo, Vladimir Putin, e iraniano, Ebrahim Risi, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, que vem ameaçando uma nova operação militar na Síria desde maio, disse ter o "apoio da Rússia e do Irã no luta contra o terrorismo".
No entanto, Rússia e Irã alertaram que qualquer operação no nordeste da Síria seria prejudicial para a região.
Cavusoglu lembrou que a Turquia "suspendeu" suas operações no leste da Síria em outubro de 2019 "seguindo promessas dos Estados Unidose da Rússia".
Um acordo assinado sob os auspícios de Washington e Moscou prometia a retirada das forças curdas a 30 km da fronteira turca. Mas "essas promessas não foram cumpridas. Os ataques contra oponentes sírios e nossos soldados aumentaram", disse Cavusoglu.

"O que os Estados Unidos fariam em nosso lugar? O que a Rússia faria? O que ela diz para justificar sua invasão da Ucrânia? Que havia uma ameaça contra ela", questionou. "Nós denunciamos a agressão da Rússia contra a Ucrânia desde o início. Mas há ataques contra nós desta área" do nordeste da Síria, insistiu o ministro.

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