Declaração ocorre após vitória venezuelana no beisebol e se soma a outras falas recentes sobre Canadá, Groenlândia e Cuba.

Redação Publicado em 20/03/2026, às 09h21
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou polêmica ao sugerir que a Venezuela poderia se tornar o 'estado número 51' dos EUA, após a seleção venezuelana vencer o campeonato mundial de beisebol, o que intensifica as tensões geopolíticas na região.
Essas declarações ocorrem em um contexto delicado, após uma operação militar dos EUA que resultou na captura do ex-presidente Nicolás Maduro, deixando a Venezuela sob a liderança interina de Delcy Rodríguez e sob forte pressão americana.
Além da Venezuela, Trump já manifestou interesse em anexar outros territórios, como a Groenlândia e o Canadá, e recentemente afirmou que seria uma 'honra' assumir o controle de Cuba, aumentando as tensões internacionais e questionando os limites das declarações políticas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a provocar repercussão internacional ao sugerir que a Venezuela poderia se tornar um estado norte-americano. A declaração foi feita em publicações nas redes sociais durante o campeonato mundial de beisebol, vencido pela seleção venezuelana.
A primeira menção ocorreu após a vitória da Venezuela sobre a Itália na semifinal. Na ocasião, Trump elogiou o desempenho da equipe e questionou, em tom sugestivo, se o país poderia se tornar o “estado número 51” dos Estados Unidos. Após a vitória na final contra os norte-americanos, o presidente voltou ao tema com uma nova publicação, reforçando a ideia de “status de estado”.
As declarações acontecem em um contexto geopolítico sensível. Meses antes, uma operação militar dos EUA na Venezuela resultou na captura do ex-presidente Nicolás Maduro. Desde então, o país sul-americano passou a ser liderado interinamente por Delcy Rodríguez e enfrenta forte pressão do governo norte-americano.
A Venezuela, no entanto, não é o único território citado por Trump em propostas ou insinuações de anexação. O presidente já manifestou interesse na Groenlândia, considerada estratégica para segurança nacional e projetos militares dos EUA, além de sugerir a incorporação do Canadá como estado norte-americano, proposta rejeitada publicamente pelo governo canadense.
Mais recentemente, Cuba também entrou no radar. Trump afirmou que seria uma “honra” assumir o controle da ilha, que enfrenta uma crise energética e iniciou negociações com os Estados Unidos, embora ainda existam divergências significativas entre os dois países.
As falas do presidente ampliam a tensão internacional e levantam questionamentos sobre os limites das declarações políticas em meio a disputas estratégicas globais.
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