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Pressão máxima

Trump faz nova ameaça ao Irã e cobra avanço imediato em negociações de paz

Presidente dos EUA afirma que Teerã precisa agir “rapidamente” para evitar consequências mais duras; impasses seguem em torno do programa nuclear iraniano e do controle do Estreito de Ormuz

O ministro das Relações Exteriores do Irã expressa desconfiança em relação aos EUA, exigindo seriedade nas negociações para avançar - Imagem: Reprodução/ALEX BRANDON / POOL / AFP
O ministro das Relações Exteriores do Irã expressa desconfiança em relação aos EUA, exigindo seriedade nas negociações para avançar - Imagem: Reprodução/ALEX BRANDON / POOL / AFP

Letícia Sales Publicado em 17/05/2026, às 16h22


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump voltou a elevar o tom contra o Irã neste domingo (17), em meio às negociações diplomáticas para encerrar o conflito iniciado no fim de fevereiro. Em publicação feita na rede social Truth Social, o republicano pressionou o governo iraniano e afirmou que o tempo para um acordo está se esgotando.

“Para o Irã, o tempo está passando, e é melhor eles se mexerem, RÁPIDO, ou não sobrará nada deles. O TEMPO É ESSENCIAL!”, escreveu Trump.

O presidente dos EUA, Donald Trump, intensifica a pressão sobre o Irã, afirmando que o tempo para um acordo está se esgotando
Imagem: Reprodução/Rede social

As conversas entre Washington e Teerã vêm sendo mediadas pelo Paquistão há semanas, mas seguem travadas por divergências consideradas centrais para um possível acordo de paz. Entre os principais pontos de conflito está o programa nuclear iraniano, que os Estados Unidos querem encerrar de forma definitiva.

O governo norte-americano considera o tema uma prioridade estratégica e acusa o regime iraniano de recuar em compromissos anteriores relacionados às atividades nucleares. Trump, inclusive, classificou propostas apresentadas por Teerã como “inaceitáveis”.

Outro foco de tensão envolve o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e cargas internacionais. Desde o início da guerra, a Guarda Revolucionária do Irã impôs restrições ao tráfego na região, provocando impactos no comércio global.

Os Estados Unidos defendem a reabertura imediata da passagem marítima, mas ainda divergem do governo iraniano sobre quem ficará responsável pelo controle da área após o encerramento do conflito.

Do lado iraniano, o discurso segue marcado pela desconfiança. O ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araqchi afirmou que Teerã “não confia” nos Estados Unidos e condicionou qualquer avanço nas negociações a demonstrações concretas de “seriedade” por parte de Washington.


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